Prefeito critica decisões judiciais que autorizaram serviço de mototáxi, promete recorrer e afirma que capital terá de ampliar atendimento a vítimas de acidentes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ricardo Nunes planeja mudanças em novo mandato — Foto: Maria Isabel Oliveira RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 12:33 Prefeito de SP critica STF sobre Uber Moto e promete recorrer O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou a decisão do STF que obriga a cidade a credenciar o serviço Uber Moto, alegando que o tribunal não será afetado pelas mortes decorrentes de acidentes. Nunes promete recorrer e destaca a necessidade de ampliar a rede de saúde para atender possíveis vítimas. O STF considera que as exigências municipais para o serviço são desproporcionais. A Uber defende a legalidade e segurança de suas operações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) após a Justiça determinar que o município credencie o funcionamento do Uber Moto na capital. De acordo com o prefeito, o tribunal “não vai chorar no cemitério” pelas pessoas que, segundo ele, morrerão em acidentes de trânsito caso seja mantida a decisão que obriga a Prefeitura a autorizar o modelo. — Quando acontecer o acidente, a morte, as amputações, as pessoas ficarem paraplégicas, não vai ter ninguém [do STF] chorando a perda das pessoas no cemitério, porque infelizmente vão morrer — afirmou o prefeito durante lançamento do estúdio da BandNews TV na noite desta quarta-feira. Nunes voltou a criticar a atuação do Judiciário no tema e afirmou que decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, esvaziaram a regulamentação criada pela administração municipal para o transporte de passageiros por motocicletas. Segundo o prefeito, a legislação atribui aos municípios a responsabilidade de regulamentar a atividade, mas as exigências estabelecidas pela capital foram derrubadas pelo Supremo por serem consideradas desproporcionais. A decisão mais recente foi proferida pela juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública, que determinou que a Prefeitura autorize a operação da Uber após considerar ilegal uma nova negativa de credenciamento. A magistrada entendeu que o município repetiu argumentos já rejeitados pela Justiça, inclusive em relação às exigências envolvendo o seguro oferecido pela empresa. O prefeito afirmou que a Procuradoria-Geral do Município recorrerá da decisão. Caso a Prefeitura seja derrotada definitivamente, disse, será necessário ampliar a estrutura da rede pública para atender o aumento esperado de vítimas de acidentes. “A única coisa é que vamos ter que ampliar o sistema de saúde, porque teremos muitos acidentes, muitas mortes, muitos amputados, muitos paraplégicos”, declarou. Nunes voltou a citar dados sobre a violência no trânsito envolvendo motociclistas. Segundo ele, 475 pessoas morreram em acidentes com motos na cidade no ano passado. O prefeito também afirmou que 55% dos pacientes atendidos pelo Instituto Lucy Montoro após acidentes de trânsito estavam envolvidos em ocorrências com motocicletas; desse total, 58% ficaram paraplégicos e 20% sofreram amputações. Em nota, a Uber afirmou que a decisão judicial confirma a legalidade de sua operação e reiterou que todas as viagens realizadas pela plataforma contam com seguro de acidentes pessoais. A empresa sustenta que o Uber Moto já opera em centenas de municípios brasileiros e representa uma alternativa mais rápida e acessível de mobilidade urbana.