0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cantora Preta Gil — Foto: Ana Branco / Agência O Globo O câncer colorretal — o mesmo que vitimou a cantora Preta Gil — também escancara a desigualdade racial no Brasil. Pesquisa inédita do A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus mostra que pessoas brancas fazem quase o dobro do principal exame de rastreamento da doença em relação às pessoas pretas: 13% dos brancos dizem já ter realizado o teste de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), contra apenas 7% dos pretos. Entre os pardos, o índice é de 11%. O problema, porém, não é falta de percepção sobre a gravidade da doença. O levantamento aponta que brancos, pretos e pardos enxergam com praticamente a mesma preocupação sintomas como sangue nas fezes ou mudanças persistentes no funcionamento do intestino. A diferença está no acesso à informação: 68% dos pretos e 70% dos pardos nunca ouviram falar do exame preventivo, ante 61% dos brancos. A pesquisa ouviu presencialmente 2.015 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 30 de junho de 2026, em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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