Acompanhe alguns dos principais destaques que estão na nova edição da Newsletter de inteligência artificial do Valor Pesquisa realizada pelo Mercado Pago com 2,3 mil brasileiros mostra que 73% se sentiriam mais confortáveis em usar IA caso as recomendações fossem feitas com base em seu histórico real de ga — Foto: Dado Galdieri/Bloomberg Os bancos brasileiros são os mais maduros da América Latina no que se refere ao uso de inteligência artificial (IA). Essa é a conclusão de um estudo realizado pela plataforma de inteligência Evident que traz o Nubank na liderança do ranking “Evident AI Index for Banks – Latin America” que avalia talento, inovação, liderança e transparência no uso responsável da IA. Em seguida, aparecem Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Credicorp. Dos 20 bancos avaliados, 7 são brasileiros. A metodologia considera apenas informações públicas divulgadas pelas instituições, como pesquisas, patentes, contratações, parcerias e estratégias corporativas de IA. Na avaliação da Evident, o desempenho das instituições brasileiras está relacionado à combinação entre a grandiosidade da base de clientes, infraestrutura digital avançada — impulsionada por iniciativas como Pix e open finance — e a concentração de profissionais especializados em IA. Veja mais aqui. Esse cenário tecnológico casa com a disposição da maioria dos brasileiros de usar a IA para receber recomendações financeiras personalizadas, desde que possam manter o controle sobre os seus próprios dados. Pesquisa realizada pelo Mercado Pago com 2,3 mil brasileiros mostra que 73% se sentiriam mais confortáveis em usar a ferramenta caso as recomendações fossem feitas com base em seu histórico real de gastos. Confira aqui. Dívida oculta de gigantes de tecnologia dos EUA chega a US$ 1,65 trilhão O montante já supera a dívida registrada nos balanços dessas companhias e dificulta a avaliação de riscos pelos investidores — Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo A dívida “oculta” das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos aumentou oito vezes em cerca de quatro anos, alcançando um valor estimado de US$ 1,65 trilhão à medida que os investimentos em IA dispararam, segundo um estudo do "Nikkei Asia". O montante já supera a dívida registrada nos balanços dessas companhias e dificulta a avaliação de riscos pelos investidores. O Nikkei analisou demonstrações financeiras recentes e outros documentos da Alphabet (controladora do Google), Microsoft, Amazon, Meta e Oracle. As quatro empresas, exceto a Oracle, devem divulgar seus resultados do segundo trimestre a partir de quarta-feira, o que significa que os números podem crescer ainda mais. A chamada dívida oculta — que não aparece diretamente nos balanços — somava US$ 1,65 trilhão no trimestre mais recente, comparada aos cerca de US$ 1,35 trilhão de dívida contabilizada oficialmente. Parte dos dados inclui estimativas. Leia mais aqui. Por que mais empresas investem em chips próprios O investimento na produção de chips internos, que se consolida entre fornecedoras de serviços de computação em nuvem e IA em larga escala (“hyperscales”), também traz vantagens competitivas às big techs — Foto: Unsplash A disputa pelo mercado de inteligência artificial deixou de ser apenas sobre modelos de IA. Agora, caminha, cada vez mais, para uma corrida por infraestrutura, eficiência e autonomia tecnológica. O avanço da Meta Platforms no desenvolvimento de novos chips de IA proprietários e a busca da chinesa DeepSeek por parceiros de manufatura de chips próprios fortalecem uma mudança estratégica importante no setor: reduzir custos com a dependência de fornecedores de unidades de processamento gráfico (GPUs) e, de quebra, gerar novas fontes de receita, a métrica mais importante para os investidores. A estratégia já é adotada há anos por big techs como Google e Amazon na criação de chips para aplicações direcionadas, os chamados Asics (circuitos integrados de aplicação específica), e permite controle de custos, desempenho e disponibilidade de hardware. O investimento na produção de chips internos, que se consolida entre fornecedoras de serviços de computação em nuvem e IA em larga escala (“hyperscales”), também traz vantagens competitivas às big techs. Confira mais aqui Copa fortalece futebol como um dos grandes negócios do planeta Um estudo do Bank of America, divulgado em junho, estima que apenas a Copa do Mundo tinha o potencial de agregar cerca de US$ 41 bilhões ao PIB global e gerar mais de 800 mil empregos pelo mundo neste ano — Foto: Hannah Mckay/Reuters O futebol é um dos maiores negócios do mundo. Nenhum outro evento atrai tanto a atenção da humanidade quanto a Copa do Mundo deste esporte bretão, inventado em meados do século 19. Atenção é dinheiro. Dinheiro é poder. E poder é política. Isso ficou evidente na edição deste ano. Um estudo do Bank of America, divulgado em junho, estima que apenas a Copa do Mundo tinha o potencial de agregar cerca de US$ 41 bilhões ao PIB global e gerar mais de 800 mil empregos pelo mundo neste ano. Parte desse valor viria de um engajamento digital sem precedentes, por ser a primeira Copa com uso maciço de inteligência artificial. Veja mais aqui. Isso explica por que a ausência da seleção da China não impediu que os torcedores chineses acompanhassem em massa os jogos e nem que as marcas aproveitassem a oportunidade comercial gerada pelo torneio. Dos 16 patrocinadores oficiais da Fifa, apenas três são chineses: Lenovo, China Mengniu Dairy e a fabricante de televisores Hisense. Juntas, investiram cerca de US$ 500 milhões no torneio, segundo relatório da Hua Chuang Securities divulgado em junho. Isso mostra que a estratégia das companhias teve menos foco em grandes contratos de patrocínio e maior ênfase em atuar como fornecedoras. É o caso da própria Lenovo, que forneceu a tecnologia que cria avatares em 3D dos jogadores utilizados na marcação de impedimentos, além de um sistema de estabilização baseado em inteligência artificial para melhorar as imagens captadas pelas câmeras usadas pelos árbitros. Confira aqui. China quer liderar nova ordem global da IA, diz Xi Jinping Xi conclamou os países a aproveitarem a "rara oportunidade histórica" representada pela IA de código aberto — Foto: EUTERS/Evan Vucci O presidente da China, Xi Jinping, apresentou Pequim como defensor de uma nova ordem global para a IA. Xi conclamou os países a aproveitarem a "rara oportunidade histórica" representada pela IA de código aberto e prometeu ajudar nações em desenvolvimento a ampliar suas capacidades tecnológicas. O líder chinês também alertou para o risco de surgirem "novas injustiças históricas" caso o acesso à tecnologia permaneça desigual. As declarações representam a manifestação mais clara até agora da ambição chinesa de influenciar a governança global da inteligência artificial. Embora sem citar diretamente Washington, o discurso posicionou a iniciativa chinesa como contraponto à Pax Silica — proposta liderada pelos EUA para fortalecer as cadeias globais de suprimentos de inteligência artificial e de minerais críticos. Confira mais aqui. Continue a leitura no site do Valor! Compartilhe a publicação com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia.
Brasil lidera ranking latino-americano de maturidade bancária em IA
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