Pesquisa aponta que a elevação do nível do mar poderá transformar o litoral britânico nos próximos séculos; cenário extremo prevê até a necessidade de realocação de comunidades 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Praia de Sandbanks: Poole, Reino Unido — Foto: Reprodução Facebook/ Sandbanks RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 07:46 Reino Unido: 13 milhões ameaçados por inundações costeiras até 2300 Estudo publicado na Nature Communications alerta que até 13 milhões de pessoas no Reino Unido podem enfrentar inundações costeiras devido à elevação do nível do mar, mesmo com a redução de emissões. Cenário extremo prevê aumento de até 15 metros no nível do mar até 2300, afetando áreas densamente povoadas como Londres. Pesquisadores enfatizam a importância de decisões futuras para mitigar impactos e sugerem planejamento urbano que inclua medidas de proteção e adaptação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A elevação do nível do mar provocada pelas mudanças climáticas poderá redesenhar parte do litoral do Reino Unido ao longo dos próximos séculos e expor milhões de pessoas a inundações costeiras. É o que aponta um estudo publicado nesta terça-feira na revista científica Nature Communications, segundo o qual, mesmo se os compromissos atuais de redução das emissões de gases de efeito estufa forem cumpridos, cerca de 1,7 milhão de pessoas a mais poderão viver em áreas sujeitas a enchentes até 2300. Os pesquisadores afirmam que os efeitos mais graves ainda estão distantes, mas ressaltam que as decisões tomadas nas próximas décadas serão determinantes para limitar os impactos. Caso o aquecimento global seja mantido dentro das metas do Acordo de Paris, estimam eles, aproximadamente 1 milhão de pessoas deixariam de ficar expostas ao risco de inundações costeiras até o fim do século XXIII. Europeus tentam se refrescar durante onda de calor 1 de 15 Um casal se refresca na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 2 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 4 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte em Trocadéro durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 Um turista se refresca em uma fonte durante uma onda de calor no centro de Copenhague — Foto: Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP 6 de 15 Um homem se refresca com a água de uma fonte enquanto visita o centro histórico de Sarajevo — Foto: ELVIS BARUKCIC / AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 8 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 10 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP 12 de 15 Uma mulher espirra água no beco ao lado de sua casa para se refrescar, em uma área da zona leste de Leeds, na Inglaterra — Foto: Oli SCARFF / AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Um membro da equipe do festival Hellfest borrifa água para refrescar o público na França — Foto: Sebastien Salom-Gomis / AFP 14 de 15 Pessoas tentam se refrescar com mangueira em Colônia, na Alemanha — Foto: Ina FASSBENDER / AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Jovens saltam de uma ponte no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor em Paris — Foto: JOEL SAGET / AFP O estudo também apresenta um cenário de maior impacto, considerado pelos autores um "pior caso razoável". Nele, um colapso acelerado das grandes camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida faria o nível do mar subir até 15 metros até 2300. Nessa hipótese, até 13 milhões de pessoas no Reino Unido poderiam ser afetadas, e áreas hoje densamente povoadas, incluindo partes de Londres, seriam inundadas, exigindo a construção de novas estruturas de proteção e, em alguns casos, a retirada planejada de comunidades costeiras. Hoje, cerca de 2,5 milhões de pessoas já vivem em regiões sujeitas a inundações provocadas pelo mar no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, o nível médio das águas subiu aproximadamente 20 centímetros no último século e continuará aumentando mesmo que as emissões globais sejam reduzidas rapidamente, devido ao tempo de resposta dos oceanos e das grandes massas de gelo ao aquecimento do planeta. Os autores estimam que uma elevação adicional entre 40 e 60 centímetros até 2100 já é praticamente inevitável. Com isso, cerca de meio milhão de pessoas passariam a viver em áreas de risco ainda neste século. As regiões de Lincolnshire e do estuário do Humber aparecem entre as mais vulneráveis. — Oceanos e regiões cobertas por gelo respondem muito lentamente ao aquecimento global, o que faz da elevação do nível do mar o "gigante adormecido" das mudanças climáticas. Isso significa que seus efeitos ficarão conosco por séculos — afirmou Matt Palmer, pesquisador da Universidade de Bristol e principal autor do estudo. Os cientistas alertam que projeções limitadas ao horizonte de 2100 podem transmitir uma falsa sensação de segurança, já que a aceleração da elevação do nível do mar poderá ocorrer nas décadas seguintes. Por isso, defendem que o planejamento urbano e a ocupação das áreas costeiras passem a considerar cenários de longo prazo, combinando obras de proteção contra enchentes com estratégias de adaptação.