A Polícia Federal pretende entregar o primeiro relatório das investigações envolvendo o Banco Master ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, até o final de agosto. Segundo apurou a reportagem, neste primeiro material constarão achados sobre a compra do Master pelo Banco de Brasília. Outros inquéritos sobre o caso seguirão em andamento.
O Banco Central alega que o Master emprestava dinheiro a empresas recém-fundadas, supostamente controladas por laranjas, que aplicavam os recursos em fundos da Reag Investimentos, hoje chamada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Segundo a PF, o dinheiro – que circulava por fundos ligados aos mesmos intermediários – seria usado para comprar ativos de baixo ou nenhum valor real que posteriormente eram inflados.
Dessa maneira, o banco transformava dívidas em títulos negociáveis, vendendo-os para investidores no mercado de capitais. A investigação do BC suspeita que os montantes inflados eram reinvestidos em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do próprio Master.
Com o tempo, o banco não conseguiu dar o retorno previsto para pagar os investidores de seus CDBs. Para enfrentar o problema, a instituição passou a adquirir créditos de terceiros e revendê-los. Uma das empresas que comprava as carteiras é a Tirreno Consultoria, que teria passado um valor de 4,6 bilhões em operações de crédito que constavam apenas no papel.







