A China advertiu nesta quarta-feira (22) sobre possíveis retaliações contra uma lei francesa destinada a frear o avanço da chamada 'ultra fast fashion', ou moda ultrarrápida, classificando a norma como "discriminatória" e contrária aos princípios comerciais.

A lei foi aprovada pelo Parlamento francês no fim de junho e entrará em vigor em 1º de setembro. Ela determina a aplicação de penalidades financeiras a alguns artigos e afeta principalmente grandes plataformas asiáticas de comércio eletrônico, como Shein, Temu e AliExpress.Essas empresas de moda ultrarrápida são conhecidas por vender grandes volumes de roupas a preços muito baixos, o que também contribui para a poluição da indústria têxtil, uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa.

Um porta-voz não identificado do Ministério do Comércio de Pequim afirmou que a lei, "sob o pretexto de estabelecer os chamados padrões de 'proteção ambiental' e 'sustentabilidade', na realidade implementa medidas excludentes".A norma poderia violar o princípio de não discriminação da OMC (Organização Mundial do Comércio), segundo o porta-voz, e "constitui uma barreira comercial contra a China".

As sanções francesas serão aplicadas a determinados produtos têxteis e aumentarão com o tempo. A nova lei também proibirá a publicidade de marcas de roupas baratas produzidas em massa, incluindo a de influenciadores nas redes sociais.