Mais cedo, Donald Trump ameaçou novamente atacar a infraestrutura civil da República Islâmica caso o país bombardeie embarcações em Ormuz Refinaria de petróleo no Irã antes do início da guerra — Foto: Ali Mohammadi/Bloomberg O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento do país, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta quarta-feira que ninguém conseguirá vender petróleo em uma região onde a República Islâmica não puder fazê-lo, acrescentando que, se a segurança de Teerã não estiver garantida, nenhuma infraestrutura estará segura. “A equação desta guerra é clara: ou todos, ou ninguém!”, escreveu Qalibaf em publicação na rede social X. “Em uma região onde nós não venderemos petróleo, ninguém venderá petróleo. Se nossa segurança não estiver garantida, nenhuma infraestrutura estará segura, e a segurança do estreito depende da ausência das forças americanas. Já afirmamos repetidamente que a situação no Estreito de Ormuz não voltará às condições anteriores à guerra”, prosseguiu o negociador na postagem. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novamente atacar a infraestrutura civil do Irã caso o país bombardeie embarcações no Estreito de Ormuz. "A partir deste momento, toda vez que a República Islâmica do Irã atirar contra um navio no Estreito de Ormuz, seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas ao lado ou dentro da capital, Teerã”, disse Trump em uma publicação na Truth Social. Também nesta quarta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará atacando o Irã enquanto Teerã tentar exercer controle sobre o Estreito de Ormuz após o 11° dia consecutivo de hostilidades trocadas entre as forças americanas e iranianas. Falando a jornalistas em Manila, nas Filipinas, Rubio disse que o governo iraniano "não leva as negociações a sério" e acusou a República Islâmica de descumprir um acordo preliminar que previa a livre passagem de navios pelo estreito, considerado uma rota vital para o transporte de petróleo e gás natural. "Quando esses compromissos não são cumpridos, como aconteceu neste caso, haverá consequências", afirmou. O Irã, por outro lado, sustenta que o acordo lhe dá autoridade sobre a navegação na hidrovia. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, gesticula enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa no dia da cúpula de líderes da Otan em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Umit Bektas Na terça-feira, Trump também voltou a ameaçar atacar a Pickaxe Mountain, uma instalação ligada ao programa nuclear do Irã, em meio à escalada de tensões entre os dois países. Além disso, em outra frente do conflito no Oriente Médio aberta no início desta semana, navios-tanque mudaram sua rota de navegação no Mar Vermelho nesta quarta-feira após a milícia houthi do Iêmen, apoiada por Teerã, ter advertido embarcações a evitarem navegar para portos da Arábia Saudita, mostraram dados de rastreamento marítimo. De acordo com a MarineTraffic, “os dados sugerem que o risco geopolítico influencia cada vez mais as decisões sobre rotas, mesmo com a continuidade do tráfego comercial”. Na terça-feira, Trump chegou a declarar que os EUA responderão caso o movimento houthi do Iêmen cumpra a ameaça de impor um bloqueio à navegação comercial no Mar Vermelho. “[Os EUA] simplesmente terão de cuidar do assunto", disse o chefe da Casa Branca sem dar mais detalhes. Mohammad Baqer Qalibaf — Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
Irã diz que ninguém venderá petróleo na região do Golfo se Teerã não puder fazê-lo
Mais cedo, Donald Trump ameaçou novamente atacar a infraestrutura civil da República Islâmica caso o país bombardeie embarcações em Ormuz







