O Pentágono informou na segunda-feira que 100 militares ficaram feridos desde 7 de julho e que 96% deles já retornaram ao serviço; ao todo 18 americanos morreram desde o início do conflito O presidente dos EUA, Donald Trump , fala com a imprensa ao partir para Dover, Delaware, para participar da cerimônia de transferência solene dos membros do Exército dos EUA mortos na Jordânia e no Iraque, em meio à guerra com o Irã, na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, EUA, em 22 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou nesta quarta-feira de uma cerimônia em homenagem a quatro militares americanos que retornaram ao país em caixões cobertos com a bandeira dos EUA após terem sido mortos em ataques iranianos no Oriente Médio. A cerimônia, conhecida como "transferência solene" dos corpos, ocorre em meio ao aumento da insatisfação com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A guerra, que já custou pelo menos US$ 37,5 bilhões aos contribuintes americanos, provocou a morte de 18 militares dos Estados Unidos e deixou mais de 450 feridos. Milhares de iranianos também morreram. Parlamentares republicanos e democratas têm levantado questionamentos sobre a guerra, que impulsionou os preços globais do petróleo e não mostra sinais de que vá terminar. Desde o início do conflito, em fevereiro, Trump apresentou diferentes objetivos para a guerra. O presidente americano viajou para a Base Aérea de Dover, em Delaware, para participar da cerimônia. "Vamos homenageá-los. Para mim, esta é uma das coisas mais difíceis de fazer como presidente. Mas precisa ser feita", disse Trump antes de partir para a cerimônia. Questionado sobre o que diria às famílias dos militares mortos, respondeu: "Tudo o que vou dizer é: nós amamos vocês. Nós amamos seu filho, porque é isso que eles representam para essas famílias. São seus filhos. Não há jogos nem nada disso”. Presidentes, vice-presidentes e outras autoridades americanas costumam participar dessas cerimônias solenes em Dover, sede do maior necrotério militar dos EUA, durante períodos de guerra ou conflito. Os três militares mortos quando um míssil iraniano atingiu seus alojamentos na Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, na sexta-feira, foram o primeiro-tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, o sargento Angel S. Rampersad, de 28, e a soldado Isabella Gonzales, de 19. Os três integravam brigadas de defesa antiaérea do Exército dos Estados Unidos. Isabella Gonzales, morta em combate durante um ataque iraniano à Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, nesta imagem tirada em um local identificado como Alemanha, divulgada em 20 de julho de 2026 — Foto: 10º Comando de Defesa Aérea e Antimíssil do Exército/Divulgação via REUTERS A quarta morte, a do sargento Michael Emmanuel Swinton, de 30 anos, ocorreu no domingo em um incidente separado em Erbil, no Iraque, durante a detonação controlada de um drone de ataque. O Pentágono informou na segunda-feira que 100 militares ficaram feridos desde 7 de julho e que 96% deles já retornaram ao serviço. Quatro em cada cinco americanos esperam que a guerra se prolongue por um período extenso, segundo pesquisa Reuters/Ipsos realizada neste mês. Cerca de 37% dos entrevistados aprovaram os ataques militares americanos contra o Irã. A taxa de aprovação de Trump permanece próxima dos níveis mais baixos de sua carreira política desde o início do conflito. Estrategistas republicanos alertam que o aumento do custo de vida neutralizou os ganhos políticos obtidos com os cortes de impostos promovidos pelo presidente. A alta dos preços dos combustíveis e as preocupações com o custo de vida representam um risco político para o Partido Republicano de Trump antes das eleições legislativas de novembro, nas quais a legenda corre o risco de perder sua maioria na Câmara dos Representantes e, possivelmente, o controle do Senado.