Ex-prefeito de Macapá renunciou após ser afastado pelo STF; ele é suspeito de cometer fraudes em licitações e integrar esquema que desviou R$ 25 milhões para criar milícia digital 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Luciana Gurgel (PL) e Dr Furlan (PSD) — Foto: Reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 09:35 Dr. Furlan é Lançado ao Governo do Amapá em Meio a Polêmicas O ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, foi lançado pelo PSD como candidato ao governo do Amapá, com Luciana Gurgel do PL como vice. Furlan, que lidera as pesquisas, enfrenta acusações de fraudes em licitações e desvio de R$ 25 milhões para criar uma milícia digital. A Polícia Federal investiga seu envolvimento em esquemas que incluem desinformação e autopromoção política. Ele renunciou ao cargo para evitar a cassação e manter sua candidatura. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em convenção realizada pelo PSD, o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan oficializou sua candidatura ao governo do Amapá, tendo a deputada estadual Luciana Gurgel, do PL, concorrendo como vice. Nos últimos meses, ele foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) e, em março, antes de renunciar ao cargo, chegou a ser afastado da prefeitura por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Furlan lidera as pesquisas de intenção de voto no estado. Conhecido como "prefeitão", ele acumula mais de 330 mil seguidores nas redes sociais e, em 2024, foi reeleito com 85,08% dos votos, à época filiado ao MDB. A chapa majoritária, anunciada na convenção realizada nesta segunda-feira, também irá contar com a esposa do ex-prefeito, Rayssa Furlan (PSD), que irá disputar o Senado. O outro nome é o senador Lucas Barreto (PSD), em busca da reeleição. — Nós temos a oportunidade de escolher entre a turma do atraso e esse time, que é o futuro do Amapá. Com essa turma do atraso, que sequestrou o Amapá por 40 anos, acabou com o sonho das pessoas — discursou Furlan, conforme vídeo divulgado em seu perfil oficial. Sobre Rayssa, o ex-prefeito afirmou que ela está "preparada para ser a primeira senador mulher" do estado. De acordo com ele, muitas de suas ações em Macapá possuem "o olhar" de sua esposa. Dr. Furlan em convenção do PSD no Amapá — Foto: Reprodução/Instagram Alvo de operações No fim de maio, Furlan foi alvo de uma operação deflagrada pela PF para apurar um esquema criminoso que utilizou R$ 25 milhões dos cofres públicos com o objetivo de promover ataques a adversários políticos e produzir de conteúdos manipulados. Segundo a polícia, a quantia milionária destinada à comunicação pública da prefeitura de Macapá teria sido desviada de sua finalidade original, a partir de "contratos de publicidade institucional", para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para a divulgação de ações de caráter político-eleitoral. A investigação apura a prática de crimes eleitorais a partir da criação e da operação de uma rede digital de desinformação, de autopromoção política e de ataques a adversários. Conhecido como "prefeitão", Furlan é ativo nas redes sociais e possui cerca de 280 mil seguidores. Furlan renunciou ao cargo no dia 5 de março. No dia anterior, ele foi alvo de outra operação voltada para apurar seu envolvimento em um suposto esquema de fraude em licitações firmadas pela Secretaria Municipal de Saúde. Endereços ligados a ele e ao ex-vice-prefeito, Mario Neto (MDB), foram alvos de mandados de busca e apreensão. A motivação para a renúncia partiu da tentativa de evitar a cassação de seu mandato, o que impediria seus planos de concorrer ao governo do Amapá. Logo após a operação que motivou seu afastamento, ele publicou um vídeo para anunciar, "diante dos últimos acontecimentos", sua pré-candidatura como governador. Sem citar a ação policial, ele alegou estar sendo alvo de "ataques e perseguições". A PF apontou indícios de existência de um "esquema criminoso" que envolve agentes públicos, como Furlan e Mario Neto, e empresários. O objetivo é direcionar licitações, desviar recursos públicos e lavar dinheiro no projeto de engenharia e de execução das obras do Hospital Geral Municipal da cidade. Na primeira fase da operação, deflagrada em setembro do ano passado, a polícia também informou que o esquema envolvia o pagamento de propinas. Conforme as investigações, o contrato para as obras no hospital, formalizado em maio de 2024, foi firmado por R$ 69,3 milhões. Ao solicitar o afastamento do prefeito, a PF informou ao Supremo que, durante uma ação controlada na capital do estado, monitorou um veículo do chefe do Executivo local que transportava uma mochila com R$ 400 mil em espécie. As medidas foram atendidas pela Corte.
Alvo de operações da PF, Dr. Furlan é lançado pelo PSD ao governo do Amapá com vice do PL
Ex-prefeito de Macapá renunciou após ser afastado pelo STF; ele é suspeito de cometer fraudes em licitações e integrar esquema que desviou R$ 25 milhões para criar milícia digital








