O sargento chegou ao hospital com o corpo da mulher por volta das 21h35. Ela tinha múltiplas lesões, incluindo traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte de grandes proporções na região frontal da cabeça. Esta reportagem aborda os pontos abaixo: Droga jogada em lixeiraRoupas de cama lavadas e cabo de madeira quebradoA versão do suspeitoHistórico de violênciaExpulso da PM Droga jogada em lixeira Diante dos indícios de violência, a PM foi acionada. Enquanto aguardava no hospital, o sargento pediu para usar o banheiro, momento em que foi visto jogando uma pequena caixa metálica no lixo. Dentro do recipiente, os policiais encontraram comprimidos com características semelhantes às do ecstasy. O material foi apreendido e será submetido à perícia. Roupas de cama lavadas e cabo de madeira quebrado Na perícia realizada no apartamento do casal, os policiais verificaram que as roupas de cama haviam sido retiradas. Elas estavam limpas e molhadas na máquina de lavar. Os peritos também localizaram, em um lixo externo próximo à saída de emergência, um cabo de madeira quebrado que pode ter sido utilizado para agredir a vítima. O bastão foi apreendido. Polícia investiga morte de capitã da PM A versão do suspeito Em depoimento à polícia, Eduardo Abner Pereira de Oliveira disse que, na noite anterior, o casal promoveu uma confraternização em casa e consumiu bebidas alcoólicas e ecstasy. O militar afirmou que, depois da saída dos convidados, os dois mantiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas. Ainda conforme o suspeito, por volta das 12h, Michele teria caído da escada da residência, sofrendo um corte na cabeça e outros ferimentos. Eduardo falou que prestou os primeiros socorros, deu banho na esposa, estancou o sangramento e a colocou para descansar. Segundo a versão dele, ela recusou atendimento médico porque estaria constrangida devido ao consumo de drogas. O sargento afirmou que ambos dormiram à tarde e que, ao acordar, por volta das 21h, percebeu que Michele não respondia aos estímulos. Em seguida, decidiu levá-la ao hospital. Em nota, a defesa de Eduardo informou que acompanha as investigações e afirmou ser necessário aguardar a conclusão dos laudos periciais antes de qualquer julgamento. Os advogados disseram confiar no devido processo legal, na imparcialidade das investigações e afirmaram que vão se manifestar no momento oportuno, preservando o direito de defesa e o sigilo do procedimento. Vídeo mostra sargento carregando corpo de capitã da PM até carro antes de ir ao hospital Histórico de violência O g1 teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados em 2016 por uma ex-companheira do militar. Em um registro de março, ela denunciou ter sido puxada pelos cabelos, arrastada até a rua, jogada no chão e atingida com um soco no rosto. Já em setembro daquele ano, a mesma vítima procurou a polícia para denunciar o descumprimento de uma medida protetiva concedida pela Justiça. LEIA TAMBÉM: Expulso da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira já foi exonerado da Polícia Militar de MG por ter omitido a informação de que havia sido apreendido na adolescência por porte ilegal de arma de fogo. Em 2015, ele foi readmitido na corporação por decisão da Justiça. De acordo com o acórdão do julgamento do caso, realizado em 2014 pela 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Eduardo Abner omitiu, ao preencher o formulário de ingresso na PM, o fato de ter sido apreendido e respondido a processos por prática de atos infracionais. Ele chegou a cumprir medida de prestação de serviço à comunidade por seis meses. A omissão levou à exoneração do policial, que acionou a Justiça. Uma decisão de primeira instância anulou o ato, e o estado de Minas Gerais recorreu. No entanto, o TJMG negou o pedido e determinou a reintegração de Eduardo Abner aos quadros da Polícia Militar. A Corte ainda obrigou o estado a pagar ao policial a remuneração referente ao período de afastamento. Capitã da PMMG Michele Leão Azevedo e o marido dela, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito do crime. — Foto: Redes sociais Vídeos mais vistos no g1 Minas:
Capitã morta: ecstasy e cabo de madeira foram achados pela polícia | G1
Sargento Eduardo Abner foi preso após levar a capitã morta a hospital.










