PUBLICIDADE Vítima deu entrada com óbito estimado em até 6 horas; suspeito alega acidente durante sexo consensual, mas mãe cita relacionamento abusivo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo morreu na noite de segunda-feira (20) após ser levada para o Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, Minas Gerais — Foto: Reprodução/Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 09:33 Capitã da PM de MG morre em BH; marido é preso por suspeita de feminicídio A capitã da PM de MG, Michele Leão Azevedo, morreu com sinais de violência em BH. Seu marido, o sargento Eduardo Oliveira, foi preso em flagrante. Ele alega acidente durante sexo consensual, mas a mãe da vítima aponta relacionamento abusivo. Michele chegou ao hospital já sem vida. A polícia investiga o caso e encontrou evidências de agressão e uso de drogas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michele Leão Azevedo morreu na noite de segunda-feira (20), após ser levada ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, com sinais de violência. O marido dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento. Em depoimento à Polícia Civil, afirmou que realizaram uma confraternização em casa, onde consumiram bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy. Segundo ele, após o fim da festa, os dois mantiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas. Já a mãe de Michele disse à polícia que a filha vivia um relacionamento abusivo. Enquanto aguardava atendimento no hospital, Eduardo foi flagrado descartando comprimidos com características semelhantes às de ecstasy no banheiro da unidade. Conforme o boletim de ocorrência, Michele deu entrada no hospital por volta das 21h35 já sem sinais vitais. O quadro clínico indicava assistolia, compatível com uma parada cardiorrespiratória ocorrida havia um tempo considerável. A equipe médica constatou diversas lesões pelo corpo da capitã, entre elas traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte extenso na região frontal da cabeça. A estimativa é de que a morte tenha ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital. Diante dos indícios de violência, a Polícia Militar foi acionada e conduziu o sargento à delegacia para prestar esclarecimentos. Em depoimento, Eduardo afirmou que, por volta do meio-dia, Michele caiu da escada, batendo a cabeça e sofrendo outros ferimentos. Segundo ele, prestou os primeiros socorros, deu banho na esposa, estancou o sangramento e a colocou para descansar. O militar disse ainda que Michele não quis procurar atendimento médico porque estaria constrangida pelo consumo de drogas. Ainda conforme seu relato, os dois dormiram durante a tarde. Ao acordar, por volta das 21h, percebeu que Michele não respondia aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital. Descarte de ecstasy Enquanto aguardava atendimento no Hospital Odilon Behrens, Eduardo foi visto por um oficial descartando uma pequena caixa metálica contendo comprimidos semelhantes a ecstasy na lixeira do banheiro da unidade. O sargento confirmou que havia jogado fora a substância. Os comprimidos foram apreendidos e serão submetidos à perícia. Procurada, a defesa do sargento informou que é "imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado". Ainda ressaltou que o caso está em fase inicial e que "todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes". "A defesa confia no devido processo legal, na imparcialidade das investigações e reafirma que se manifestará oportunamente nos autos, preservando o direito de defesa e o sigilo necessário ao bom andamento do procedimento", diz a nota. Relacionamento abusivo À polícia, a mãe de Michele afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo, marcado por controle psicológico, manipulação emocional, humilhações e comportamento obsessivo por parte do marido. Ela relatou ainda que o casal passava por sucessivas separações e reconciliações. Segundo o depoimento, as duas tinham um encontro marcado para a manhã de segunda-feira, mas Michele ligou informando apenas que não poderia comparecer. Ao longo do dia, a mãe enviou diversas mensagens, sem obter resposta. Ainda segundo o boletim de ocorrência, a mãe disse que só passou a suspeitar do uso de drogas pela filha depois do início do relacionamento com Eduardo. Ela acrescentou ter sido informada pela outra filha de que Michele considerava o marido uma pessoa narcisista, tentava encerrar a relação e que, em uma discussão anterior, ele teria chegado a empunhar uma faca. Perícia O caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. Durante a perícia no apartamento do casal, os investigadores apreenderam um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo do prédio, que pode ter sido utilizado para agredir a vítima. Também foram recolhidas roupas de cama que estavam lavadas e ainda molhadas dentro da máquina de lavar. O veículo utilizado para levar Michele ao hospital foi periciado e removido. O celular do sargento e os comprimidos apreendidos na unidade de saúde também foram encaminhados para análise. O corpo da capitã foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde será submetido a exame de necropsia.