No dia 22 de julho de 2011, há 15 anos, terrorista de extrema-direita explodiu bomba em Oslo e realizou matança em acampamento do Partido dos Trabalhadores no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policiais armados desembarcam na ilha de Utoya em busca de assassino — Foto: Arquivo/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 09:16 Ataques de 2011 na Noruega: Ação e Condenação de Breivik Em 22 de julho de 2011, Anders Behring Breivik, um terrorista de extrema-direita, realizou um ataque devastador na Noruega, matando 77 pessoas. Após detonar uma bomba em Oslo, ele dirigiu-se à ilha de Utoeya, onde abriu fogo contra jovens do Partido Trabalhista. Motivado por ideologias racistas e anti-imigrantes, Breivik foi condenado a 21 anos de prisão, com possibilidade de extensão indefinida, permanecendo uma figura controversa na sociedade norueguesa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ambulâncias ainda removiam os oito mortos e dezenas de feridos pela explosão de um carro-bomba que abalou prédios do governo no centro de Oslo, na Noruega, quando, 40 quilômetros ao sul, na ilha de Utoeya, tinha início um crime ainda mais letal. Usando uma farda policial, um terrorista de extrema-direita chamado Anders Behring Breivik, de 32 anos, chegou a um acampamento com cerca de 700 integrantes da ala jovem do Partido Trabalhista, de esquerda, que estavam lá para um encontro. Valendo-se do uniforme falso, ele reuniu dezenas de militantes numa área aberta. Então, abriu fogo. Diante dos primeiros disparos, a multidão se dispersou, correndo para todos os lados. Muitos se esconderam em prédios, outros se lançaram no mar. Breivik começou a se deslocar pela ilha, atraindo pessoas assustadas que não sabiam que ele era o atirador. Quando se aproximavam, eram baleadas na cabeça. O próprio assassino contaria, em seu julgamento, que disparou em vítimas encolhidas no chão, implorando por suas vidas. Também alvejou pessoas pelas costas enquanto fugiam e disparou contra aqueles que tentaram escapar nadando, mas voltaram porque a água estava gelada. Naquela sexta-feira, 22 de julho de 2011, há 15 anos, 77 pessoas foram assassinadas. Quando Breivik foi preso na ilha de Utoeya, sem oferecer resistência, a polícia não demorou para entender que ele também havia sido o responsável pelas explosões em Oslo. Os ataques abalaram profundamente a sociedade em um país com reputação de pacífico. Com baixos níveis de desemprego e altas taxas de escolaridade, a Noruega se fia na sua pequena desigualdade social para desfrutar de índices mínimos de violência. Até meados de 2025, os policiais no país nem sequer andavam armados. O terrorista Anders Breivik se manifesta durante julgamento, em 2012 — Foto: Arquivo/AFP As vítimas na ilha tinham quase todas entre 15 e 16 anos de idade. O Partido Trabalhista integrava a coalizão do governo social-democrata. Breivik, por sua vez, não era ligado a um grupos terrorista, mas tinha fortes convicções de extrema-direita, era um ultranacionalista radical que se opunha à presença de muçulmanos e outras etnias imigrantes na Noruega. Ele combatia declaradamente o "marxismo cultural" e acreditava na "teoria da grande substituição", segundo a qual existe uma conspiração para substituir a população branca europeia de diferentes países por povos imigrantes. Cerca de 90 minutos antes da primeira explosão em Oslo, o atirador enviou um manifesto de 1500 páginas por e-mail para 1003 endereços. Feito a partir de colagens de textos de diferentes sites, o documento afirmava que o assassino agia em prol da Noruega e contra a decadência do país. O primeiro ataque foi uma explosão de carro-bomba no conjunto que abriga uma série de edifícios do governo, em Oslo. O explosivo foi instalado dentro de uma van ao lado do prédio onde fica o escritório do então primeiro-ministro, Jens Stoltenberg. A explosão matou oito pessoas e feriu ao menos 210. Hanne Kristine Fridtun, de 22 anos, foi morta por Breivik em ataque na ilha — Foto: Reprodução De lá, Breivik partiu para a Ilha de Utoeya, onde acontecia o acampamento do grupo jovem do Partido Trabalhista. Em seu depoimento no tribunal, quase um ano depois, o norueguês Jon Olson, capitão da balsa que levou o atirador para a ilha, disse que o assassino tinha até documentos falsos de policial e parecia bastante tranquilo. Enganado, Olson até ajudou Breivik a carregar uma mala que, conforme ele descobriu mais tarde, estava cheia de armas. A companheira do capitão foi uma das primeiras vítimas a morrer na ilha. A filha dele também estava lá, mas, felizmente, sobreviveu ao ataque. Em seu julgamento, o extremista confessou que matou aquelas pessoas friamente, mas disse que não reconhecia suas atitudes como crimes. Diagnosticado com esquizofrenia paranoide, mas considerado são no momento em que realizou os ataques, o assassino foi condenado a prisão preventiva por 21 anos (pena máxima na Noruega). A sentença pode parecer branda se comparada à matança, mas a pena pode ser prorrogada indefinidament. Na prática, Breivik pode passar o resto da vida na cadeia, se Justiça decidir, a cada cinco anos, que é preciso proteger a sociedade do condenado. Em 2022, foi julgado um pedido do criminoso para obter liberdade condicional. Ele alegou que não era mais um perigo para a sociedade, mas causou choque no tribunal ao fazer saudações nazistas. Já em 2024, Breivik processou o governo, alegando que o isolamento social na cadeia provocou danos para a saúde mental do detento. Mas a Justiça decidiu que os direitos dele não estavam sendo violados.
O ataque neonazista que matou 70 jovens militantes da esquerda em ilha na Noruega
No dia 22 de julho de 2011, há 15 anos, terrorista de extrema-direita explodiu bomba em Oslo e realizou matança em acampamento do Partido dos Trabalhadores no país










