A chegada do El Niño vem acendendo alertas no mundo todo. Cientistas alertaram nesta terça-feira (21) que o calor excessivo trazido pelo fenômeno coloca a Grande Barreira de Coral da Austrália sob um risco muito alto de sofrer um branqueamento extremo e generalizado, que poderia levar a um colapso do ecossistema.

O ecólogo da Universidade James Cook de Queensland Morgan Pratchett, especializado em conservação marinha, afirmou que um El Niño "extremo" representa uma preocupação significativa.

"Não é impossível que a próxima perturbação [climática] importante provoque extinções localizadas de espécies", declarou no Simpósio Internacional sobre Recifes de Coral realizado em Auckland, Nova Zelândia.

Considerada a maior estrutura viva do mundo, essa formação coralina se estende por 2.300 quilômetros ao longo da costa nordeste do estado australiano de Queensland e é uma de suas principais atrações turísticas.

Espera-se que o fenômeno El Niño deste ano seja um dos mais fortes já registrados. O fenômeno é caracterizado pela elevação das temperaturas superficiais no Pacífico equatorial central e oriental, o que provoca mudanças nos padrões mundiais de ventos, pressão e chuvas.