Gliptodonte é uma espécie do período Pleistoceno, e teria vivido entre 700 mil e um milhão de anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Representação de um Gliptodonte; um fóssil deste animal foi encontrado na Argentina — Foto: Wikimedia Commons RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 19:00 Descoberta de Fósseis de Gliptodonte na Patagônia Desafia Geólogos Na Patagônia Argentina, Jorge Necul encontrou fósseis de um gliptodonte, mamífero gigante do Pleistoceno, no Vale do Covunco. O achado, raro na região, força a revisão de mapas geológicos locais. A equipe do Museu Olsacher planeja a extração do fóssil, desafiada por condições climáticas adversas. Este gliptodonte, similar a um tatu moderno, media até 3,3 metros e pesava mais de uma tonelada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Jorge Necul, um morador de Mariano Moreno, província de Neuquén, na Patagônia Argentina, descobriu os restos fossilizados de um gliptodonte no Vale do Covunco. Este gênero extinto de mamíferos pré-históricos era semelhante aos tatus modernos, mas atingia até 3,3 metros de comprimento e pesava mais de uma tonelada. A descoberta deste mamífero gigante da Era do Gelo está obrigando os geólogos a revisar os mapas técnicos de toda a região e é notável por preservar diversos ossos e grande parte de sua carapaça. Alberto Garrido, geólogo de Zapala e diretor do Museu Olsacher, explicou em uma produção filmada no local da descoberta para o veículo de comunicação local LM Neuquén que a presença desse animal é incomum na área, diferentemente do que ocorre na região dos Pampas. — Esta descoberta é excepcional por vários motivos... Seria uma das mais completas, senão a mais completa, já encontrada na província de Neuquén — argumenta o especialista. Embora as avaliações iniciais tenham situado os restos mortais na Formação La Bardita, com uma idade estimada em 12 milhões de anos, o estudo de fragmentos de conchas espalhados no local alterou a hipótese inicial. As avaliações atuais situam o animal no Pleistoceno, com uma idade estimada entre 700.000 e um milhão de anos. A descoberta foi feita em sedimentos que não constavam nos mapas geológicos da província. — Isso nos obriga a reescrever a geologia desta área de Neuquén. É algo que não esperávamos encontrar aqui, e nos entusiasma cada dia mais — afirmou Alberto Garrido. Inicialmente, pensou-se que os restos pertenciam a um ovo de dinossauro. No entanto, o especialista esclareceu que essas estruturas não ultrapassavam 30 centímetros e confirmou que a descoberta corresponde ao grande mamífero. Os gliptodontes eram aparentados aos tatus modernos da região, mas diferenciavam-se por possuírem uma carapaça rígida que os impedia de se enrolarem em forma de bola. Esses animais atingiam tamanhos comparáveis ​​aos de um carro pequeno atual e pesavam mais de duas toneladas. Os próximos passos após a descoberta A equipe do Museu Olsacher está planejando a logística para a remoção do fóssil do solo, e os profissionais explicaram que a maior dificuldade reside nas condições climáticas, já que as técnicas de resgate exigem o uso de gesso para proteger a peça. O frio intenso ou a chuva impedem a secagem adequada do gesso, o que põe em risco a preservação do material durante o transporte. Por esse motivo, os especialistas desenvolveram diferentes alternativas de trabalho, sujeitas à previsão do tempo, para permitir a intervenção sem expor os restos mortais. Quanto ao destino do fóssil, os especialistas esclareceram que a decisão cabe à Direção Provincial do Patrimônio Cultural. A prioridade imediata dos pesquisadores é extrair o fragmento e prepará-lo para estudos em laboratório. Megalodonte: o maior tubarão do mundo 1 de 5 Colar feito com dente de tubarão foi encontrado após varredura digital do Titanic — Foto: Reprodução 2 de 5 Maior espécie de tubarão já existente, o megalodonte viveu nos mares há 10 milhões de anos — Foto: American Museum of Natural History / Divulgação X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Maior espécie de tubarão já existente, o megalodonte viveu nos mares há 10 milhões de anos — Foto: American Museum of Natural History / Divulgação 4 de 5 Dente de megalodonte em comparação com o de um tubarão branco — Foto: Max Planck Institute X de 5 Publicidade 5 de 5 Dente de megalodonte é outro dos itens a venda; valor máximo pode chegar a US$ 6 mil — Foto: Reprodução Extinto há 3 milhões de anos, animal virou colar e foi achado em destroços do Titanic