O Brasil terá de recorrer ao mercado externo de trigo em um momento de aceleração dos preços internacionais. Queda na produção mundial, problemas de escoamento no mar Negro e retorno da guerra entre Irã e Estados Unidos dificultam importações e elevam custos.
As negociações na Bolsa de Chicago indicam US$ 6,78 por bushel (27,2 kg) para o contrato de setembro e US$ 7,19 para o de maio de 2027. As cotações internas de trigo vêm aumentando, e a tonelada do cereal está em R$ 1.400 no Sul, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
O analista Vlamir Brandalizze acredita que, com esses gargalos de oferta no mercado internacional, o custo das importações poderá chegar a R$ 1.800 por tonelada para os brasileiros no próximo ano.
Na avaliação dele é uma confluência perigosa, uma vez que as importações brasileiras devem atingir até 8 milhões de toneladas. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) prevê 6,9 milhões.
A produção mundial de trigo, que foi de 844 milhões de toneladas na safra 2025/26, cai para 820 milhões nesta. Os sete principais fornecedores do mercado internacional obterão 367 milhões de toneladas, 12% a menos do que na safra anterior.









