A corrida é uma atividade física que vem conquistando cada vez mais adeptos no Brasil por contribuir para a saúde cardiovascular, o condicionamento físico e o bem-estar. No entanto, para pessoas com lipedema, é comum surgirem dúvidas sobre a prática desse exercício. Afinal, a corrida pode continuar fazendo parte da rotina ou existe o risco de agravar os sintomas da doença?
A resposta, segundo a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, não é tão simples quanto parece. Tudo depende de fatores como o perfil da paciente, o estágio da doença e a forma como o exercício é introduzido.
De acordo com a fisioterapeuta, o primeiro passo é entender que o movimento faz parte do tratamento. No entanto, isso não significa que qualquer exercício seja indicado ou que a mesma estratégia funcione para todas as pacientes. “O exercício é um dos pilares do cuidado no lipedema. Só que uma mulher sedentária não deve começar pela corrida. O corpo precisa de adaptação, e o impacto, nesse começo, pode gerar mais desconforto do que benefício”, afirma.
O que está em jogo?
O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal e simétrico de gordura, principalmente em pernas e coxas, podendo causar dor, sensibilidade, inchaço e hematomas frequentes. Nos consensos recentes sobre a condição, a atividade física aparece como parte importante do manejo, mas não como solução isolada e muito menos como receita única.







