O mercado deixou em segundo plano a pressão exercida pelos rendimentos dos Treasuries, em um dia de bom desempenho do real, que figurou entre as melhores moedas do dia Dólar cai ao menor nível desde 15 de junho, em mais um dia de valorização do petróleo — Foto: Unsplash Em um novo dia de valorização dos preços do petróleo no mercado internacional, o câmbio doméstico continuou a registrar alguma retirada de prêmios de risco e, assim, o dólar voltou à casa dos R$ 5,07 nesta terça-feira (21) e terminou a sessão no menor nível desde 15 de junho. O mercado deixou em segundo plano a pressão exercida pelos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) em um dia de bom desempenho do real, que figurou entre as melhores moedas do dia. No fim dos negócios no mercado à vista, o dólar era negociado a R$ 5,0731, em queda de 0,32%. Já o euro comercial recuou 0,45%, a R$ 5,7837. Após a décima onda de ataques dos Estados Unidos contra o Irã durante a madrugada, os preços do petróleo voltaram a se valorizar no exterior, o que dá apoio ao retorno do “trade” que favoreceu a moeda brasileira no começo da guerra no Irã. Nos últimos dias, a demanda pelo real voltou a aumentar, diante da visão de que o câmbio doméstico pode se beneficiar do petróleo mais alto e da maior exportação da commodity. “O crescimento mais forte da economia, a resiliência das contas externas e os elevados juros reais continuam sustentando os fluxos de ‘carry trade’ e dando suporte ao real”, observa o economista Salim Hammad, do BNP Paribas, que destaca a forte valorização da moeda brasileira no ano. No acumulado de 2026 até o momento, o dólar recua 7,51%. Além disso, neste mês de julho, a divisa americana anota um recuo de 1,67%. Na comparação com moedas pares, o desempenho do real só fica atrás do peso colombiano, que tem sido favorecido desde as eleições presidenciais. Em nota enviada a clientes, porém, Hammad observa que alguns fatores podem “enfraquecer a entrada de capitais e pressionar a moeda brasileira” daqui para frente. Como exemplos, o economista menciona uma deterioração do quadro fiscal, uma postura mais acomodatícia em relação à inflação e o aumento da incerteza política às vésperas das eleições. Os mercados, inclusive, começam a dar mais atenção ao cenário eleitoral, à espera das convenções partidárias, especialmente no momento em que alguns pré-candidatos à Presidência ainda não definiram os candidatos a vice. Vale notar, ainda, que, diante das férias escolares e da ausência de indicadores e eventos relevantes, a liquidez tem sido abaixo do normal. Até o horário de fechamento do mercado à vista, somente 146 mil contratos de dólar futuro foram negociados na sessão, com um volume financeiro e R$ 37,4 bilhões, contra uma média neste mês de julho de 191 mil contratos e volume de R$ 49,3 bilhões.
Dólar cai ao menor nível desde 15 de junho, em mais um dia de valorização do petróleo
O mercado deixou em segundo plano a pressão exercida pelos rendimentos dos Treasuries, em um dia de bom desempenho do real, que figurou entre as melhores moedas do dia
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