Os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 133,4 milhões nas eleições de outubro de 2026, segundo valores definidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os limites de gastos de campanha para cada cargo do pleito foram oficializados em portaria publicada nesta terça-feira (21).

A corte estabeleceu que quem se candidatar ao Planalto, como é o caso do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, poderá usar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno. Caso a disputa vá para o segundo turno, eles serão liberados a gastar outros R$ 44,5 milhões.

Os valores são os mesmos para a campanha de 2022, atendendo a um pedido feito pelos presidentes dos partidos ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para congelar o teto de gastos. Eles argumentaram que aumentar o limite poderia gerar distorções entre as candidaturas.

Como mostrou a Folha, o Partido dos Trabalhadores reservou R$ 126 milhões para a candidatura de reeleição de Lula. O valor corresponde a 20,6% do fundo do partido, atrás apenas da parcela destinada aos candidatos à Câmara dos Deputados (43%), que concentra o maior número de concorrentes na disputa.

Já o Partido Liberal conta com o maior montante do fundo eleitoral entre as legendas em 2026: R$ 815 milhões. Além disso, considerando também as doações de pessoas físicas, o partido de Flávio Bolsonaro terá receita suficiente guardada para bancar toda a campanha presidencial sem mexer no fundo.