0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eduardo Bolsonaro recebeu o Green Card — Foto: Reprodução Integrantes do governo brasileiro veem a concessão do Green Card pelos Estados Unidos a Eduardo Bolsonaro como mais um gesto na tentativa de fortalecer o clã Bolsonaro na corrida eleitoral contra Lula. A leitura é que a gestão Donald Trump faz mais um “favor” à família de Jair Bolsonaro, de olho em se beneficiar da eventual eleição de Flávio. Pré-candidato à Presidência, o senador já fez uma série de promessas aos EUA. Em março, disse, em um encontro conservador norte-americano, que o Brasil é "solução para os EUA terem minerais de terras raras". Flávio também ofereceu, caso vença as eleições, eliminar tarifas sobre o etanol e o açúcar entre Brasil e EUA, e ainda colocou a “equipe de transição” do futuro governo à disposição de Washington. Também propôs uma aliança para fortalecer os norte-americanos na disputa com a China. Para integrantes do governo Lula e membros do Itamaraty, essas sinalizações de Flávio Bolsonaro tiveram peso na decisão da gestão Trump de conceder o Green Card a Eduardo. A avaliação é que existe uma troca de “interesses nacionais” por “interesses pessoais”. A orientação, por enquanto, é não entrar no debate sobre o tema e tratar o caso de Eduardo como um problema da Justiça, já que o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro. Após receber o Green Card, que permite que Eduardo e sua família permaneçam por tempo indeterminado nos EUA, o ex-deputado disse à coluna que não viu o benefício como um “gesto político”. Eduardo relatou que o processo demorou pouco mais de um ano e que ele recebeu a permissão dada a pessoas com “habilidades extraordinárias”.