A China está construindo mais usinas eólicas e solares em grande escala do que todo o resto do mundo somado, mas conexões de transmissão inadequadas e a dependência contínua da energia a carvão estão limitando seu uso, de acordo com um relatório do o Global Energy Monitor publicado nesta terça-feira (21).

A energia eólica e solar representam cerca de 20% da energia enviada pela rede de transmissão de corrente contínua de ultra-alta tensão (UHVDC) da China, valor que pouco mudou desde 2021, enquanto 42% provêm do carvão.De acordo com a política de megabases energéticas da China, a energia verde é gerada nas regiões pouco povoadas do Norte e Noroeste e enviada por meio de linhas de transmissão de corrente contínua de UHVDC para abastecer cidades e fábricas no Leste.

Cerca de 315 gigawatts (GW) de capacidade das megabases precisarão de conexões de transmissão para outras regiões até 2030, exigindo 27 linhas UHVDC, segundo o relatório. A China pretende ter 10 delas no horizonte do plano quinquenal para 2026-2030.

As 11 linhas de transmissão atualmente propostas, dedicadas às megabases, combinam 129 GW de energia eólica e solar com 40 GW de carvão, e a matriz elétrica projetada é dividida quase igualmente entre carvão e energias renováveis, apontou o Global Energy Monitor.A alta proporção de carvão é difícil de conciliar com a visão dos formuladores de políticas de que o carvão tem apenas um papel de apoio no sistema elétrico da China, disse Aiqun Yu, autor do relatório.