A histórica Copa do Mundo de 48 seleções terminou em Nova Jersey no domingo, com a Espanha derrotando a Argentina no maior e mais lucrativo torneio já registrado.
No entanto, seu legado definitivo pode ser definido por um escândalo político que destruiu a alegação de neutralidade da Fifa: revelações de que um telefonema do presidente Donald Trump ao presidente da organização, Gianni Infantino, desafiou as regras para favorecer os Estados Unidos.
Os dois homens foram acompanhados na cerimônia de entrega do troféu por Mark Carney e Claudia Sheinbaum, os líderes do Canadá e do México. Mas foi Trump quem atraiu a atenção e as vaias da multidão em Nova Jersey. E foi ele quem acompanhou Infantino para entregar o troféu da Copa do Mundo ao capitão da Espanha, Rodri.
À medida que a final se aproximava, Trump classificou esta Copa do Mundo como "um dos maiores eventos esportivos de todos os tempos". Certamente será o mais lucrativo: a Fifa, uma organização declaradamente sem fins lucrativos sediada na Suíça, espera arrecadar pelo menos US$ 13 bilhões (R$ 66,2 bilhões), quase o dobro do que faturou na Copa do Mundo anterior.
Essa bonança foi construída sobre um torneio realizado no México, no Canadá e nos Estados Unidos, com 16 seleções a mais e um nível de comercialização que gerou preços recordes de ingressos para assentos em estádios gigantescos.












