Nas últimas semanas, bancos internacionais passaram a mencionar com mais frequência o cenário político brasileiro como um fator relevante para a precificação dos ativos domésticos As eleições no Brasil, que acontecem em menos de três meses, entraram de vez no radar dos investidores estrangeiros. Nas últimas semanas, bancos internacionais passaram a mencionar com maior frequência o cenário político brasileiro como um fator relevante para a precificação dos ativos locais. Nos relatórios enviados a clientes, tem sido notada cada vez mais uma postura seletiva, com sensível redução do entusiasmo em relação ao real. Os estrategistas do Société Générale, por exemplo, encerraram duas apostas na valorização da moeda brasileira - contra o euro e o peso chileno -, mencionando de forma direta a proximidade das eleições. O estrategista Alvaro Vivanco, do Wells Fargo, deixou de ver a dinâmica do câmbio local de forma positiva e diz que o ruído em torno das eleições e da política fiscal do governo aumentou.

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