A China aposta em um plano que tem como eixo principal a expansão de energias renováveis para atingir metas ambientais estabelecidas tanto no âmbito doméstico como no internacional.
Um novo documento determina cinco frentes para que o país atinja o objetivo divulgado no 15º Plano Quinquenal, de reduzir em 17% a intensidade de CO2 por unidade do PIB (Produto Interno Bruto) até 2030, ante o nível de 2025, e de elevar a 25% a fatia de energia não fóssil no consumo total no mesmo período.
Dessa forma, segundo Pequim, o país alcançará o pico de emissões de CO2 até 2030 e terá cimentado o caminho para atingir sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) até 2035 e para, no futuro, conquistar a neutralidade de carbono.
O texto, que reitera uma estratégia já divulgada pelo regime chinês, foi publicado em um documento que funciona como um roteiro para que o país alcance os objetivos.
O eixo central é a matriz energética, com forte expansão de fontes não fósseis —como eólica, solar, hídrica e nuclear—, mais capacidade da rede para absorver renováveis, substituição do carvão e otimização do consumo de petróleo e gás. Só em eólica e solar, o plano projeta mais de 2.800 gigawatts instalados até o fim da década. Para se ter uma ideia, todo o estado de São Paulo tem 25,5 gigawatts.








