Grupo Abra, dona da companhia aérea, pode encomendar até 20 jatos E195-E2 da fabricante 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O maior avião da Embraer, E105-E2, atrai rotas da aviação regional — Foto: Divulgação/Embraer RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 21:51 Grupo Abra pode encomendar 20 jatos da Embraer para a Gol O Grupo Abra, controlador da Gol, está prestes a encomendar até 20 jatos E195-E2 da Embraer, com anúncio esperado no Farnborough International Airshow. Essa aquisição diversificará a frota da Gol, que já inclui Airbus A330, e visa preencher lacunas deixadas pela Azul em rotas regionais. A medida é parte de um esforço maior para fortalecer a aviação regional no Brasil, apoiada por incentivo governamental. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Grupo Abra, controlador da Gol Linhas Aéreas, está perto de fechar um pedido de jatos E195-E2 da Embraer, disseram à agência Bloomberg pessoas familiarizadas com o assunto. A confirmação da encomenda, de até 20 unidades, pode ser anunciada já nesta semana, durante o Farnborough International Airshow, no Reino Unido, um dos maiores eventos globais do setor aerospacial, de aviação e defesa. Caso o grupo firme os pedidos, as aeronaves seriam distribuídas entre as bandeiras do portfólio do Abra, que além da Gol controla a colombiana Avianca e a espanhola Wamos Air — a aérea brasileira é a maior candidata a receber os E2. Maior avião da Embraer A linha E-Jets da Embraer, de aviões de corredor único com capacidade para até 146 passageiros, é muito usada mundo afora em ligações regionais. No Brasil, porém, só a Azul opera modelos da fabricante nacional entre as companhias domésticas, cenário que está prestes a mudar com a chegada do E2 à frota da Latam. Maior avião da Embraer, o E2 tem consumo 30% menor por assento que o das gerações anteriores, sendo o preferido para as rotas de médio alcance. A eventual compra reforçaria a diversificação da frota da Gol, historicamente composta só por Boeings e que recentemente passou a contar com Airbus A330 nos voos intercontinentais. A Azul, que até então era a única operadora doméstica dos jatos E-Jets, precisou enxugar a sua malha após entrar com pedido de recuperação judicial, em meados do ano passado. A empresa saiu oficialmente da recuperação em 20 de fevereiro após um processo de reestruturação que encerrou voos em mais de 50 rotas, deixando dezenas de destinos regionais desassistidos. É justamente essa fatia de mercado ociosa que a Gol, em um movimento paralelo ao da Latam, tenta agora capturar. Com aviões cujos custos operacionais se adequam perfeitamente a demandas mais restritas, essas novas rotas tornam-se rentáveis, aumentando a conectividade do passageiro brasileiro e servindo como um escudo contra o rápido avanço de concorrentes estrangeiras low-cost, a exemplo da chilena JetSmart, na América do Sul. Desde o ano passado, o governo federal reforça o discurso a favor de encomendas à fabricante brasileira e do fortalecimento da malha regional, pauta recorrente em conversas com a Latam e a própria Gol. Em setembro, o então ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comemorou o pedido firmado pela Latam de 24 unidades do E2 e afirmou que a concorrente deveria seguir o mesmo caminho. Integra essa estratégia o pacote de socorro ao setor aéreo, com linha de crédito de R$ 4 bilhões neste ano bancada pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), abastecido por outorgas de concessionárias de aeroportos. Os recursos podem financiar aeronaves, peças, manutenção e combustível, mas exigem contrapartidas como geração de emprego e ampliação da oferta regional e compra de aeronaves da Embraer. (Com Bloomberg News)
Depois de Azul e Latam, Gol também pode ter jatos da Embraer na frota para rotas regionais
Grupo Abra, dona da companhia aérea, pode encomendar até 20 jatos E195-E2 da fabricante













