0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Valdemar Costa Neto durante evento na noite de ontem — Foto: Reprodução Valdemar Costa Neto virou alvo de líderes partidários. Em conversas reservadas, eles não escondem a irritação com o dirigente do PL por ter afirmado que é “normal” que presidentes de partidos atuem na destinação de emendas. Após a declaração de Valdemar à Globonews, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino pediu que os dirigentes partidários esclarecessem se atuam na indicação de emendas. Para esses líderes, o presidente do PL envolveu todos em uma questão que antes estava restrita a ele. Valdemar teve R$ 119 milhões em bens bloqueados por suspeita de gerenciar emendas sem cargo eletivo. Ele é um dos investigados na ação que tem Dino como relator. O presidente do PL chegou a contar com a “solidariedade” de presidentes partidários por ser investigado, mas, após afirmar que a prática é comum em todos as siglas, passou a ser visto como “algoz” pelos seus pares. Reservadamente, alguns dirigentes defendem que Valdemar deveria ter costurado um movimento de bastidor, buscando apoio e construindo uma estratégia conjunta. Ao jogar todos no mesmo balaio, esses líderes relataram que vão negar a prática e isolar Valdemar nessa frente. O próprio presidente do PL recalibrou sua fala na resposta oficial enviada ao STF sobre o direcionamento das emendas. Em petição encaminhada a Dino nesta segunda-feira (20), os advogados de Valdemar sustentam que ele não possui qualquer poder formal sobre emendas parlamentares.