Quando o médico recomendou que Julie Bernstein começasse a comer frango e carne para aumentar a ingestão de proteínas, ela ficou meio irritada. Aos 76 anos, a paciente era vegana havia décadas e não estava disposta a voltar aos hábitos antigos. Sem saber como orientá-la sobre fontes vegetais de proteína, ele sugeriu então que recorresse à inteligência artificial.
Passadas algumas semanas, ela digitou seus objetivos no ChatGPT e ficou maravilhada com a rapidez com que ele gerou ideias de cardápios ricos em proteína, listas de compras e instruções para preparar refeições que incorporavam lentilha, quinoa, proteína em pó e sementes de chia. "Parecia um livro de receitas feito sob medida. Ele entendeu direitinho o que eu precisava", disse Bernstein.
Desde que o ChatGPT foi lançado, em 2022, os chatbots se tornaram uma fonte muito popular de informações sobre saúde. Em uma pesquisa com mais de 5.500 norte-americanos adultos publicada em abril, 25% entrevistados disseram ter usado a ferramenta recentemente para obter orientações. Outra enquete, publicada em janeiro, revelou que quase 350 dos 1.000 participantes admitiram ter usado o ChatGPT ou outro recurso de IA para criar dietas nutricionais ou para emagrecimento.







