A Acelen, empresa do fundo árabe Mubadala, fechou em 10 de julho um acordo para compra de óleo de soja para produzir SAF (o combustível sustentável de aviação) em seu projeto na Bahia, que deve receber cerca de R$ 15 bilhões em investimentos.
A usina da Acelen é uma das mais adiantadas na corrida pelo SAF brasileiro, que ganhou tração nos últimos meses com anúncios de outras duas grandes empresas: a Petrobras e a JetBio, que pertence ao grupo agrícola americano Summit Agricultural Group.
Por trás do apetite, está a percepção de que o Brasil pode ser o principal supridor do combustível que deve ajudar a descarbonizar as viagens aéreas, setor responsável por cerca de 2,5% das emissões globais de gases do efeito estufa e considerado de difícil descarbonização.
O SAF é um combustível produzido a partir de matérias-primas vegetais que tem as mesmas especificações do QAV (querosene de aviação), mas emissões 80% menores. Pode ser produzido com diversas fontes, como oleaginosas, etanol e até óleo de cozinha usado.
O projeto da Acelen começa usando óleo de soja e óleo de cozinha, mas foca no fruto da macaúba, uma árvore do semiárido brasileiro. Já passou pela última instância de aprovação na empresa, criada em 2021 para comprar uma refinaria da Petrobras na Bahia.







