A Acelen Renováveis deu início efetivo à implantação da primeira de um pacote de cinco biorrefinarias que a empresa planeja construir no país, com investimentos estimados em US$ 12,5 bilhões (cerca de R$ 62,5 bilhões em valores atuais). Nesta quinta-feira (21), a empresa anunciou o investimento de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,5 bilhões) para a construção da planta que terá capacidade de produzir 1 bilhão de litros de combustível renovável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e diesel verde (HVO, também em inglês). O volume corresponde a uma produção de 20 mil barris/dia de biocombustíveis. A empresa fechou também a estrutura de financiamento para a construção da unidade baiana, ao contratar operação de crédito com um consórcio composto por 12 instituições financeiras nacionais e internacionais, liderado pelo HSBC e IFC, instituição do Grupo Banco Mundial voltada ao desenvolvimento do setor privado. A modalidade é do tipo “project finance” e o prazo de amortização é de 5,5 anos. Do total de US$ 1,5 bilhão, US$ 650 milhões serão aportados pelo Mubadala Capital, controlador da Acelen Renováveis, e os restantes US$ 850 milhões serão aportados por meio de financiamento que conta com as seguintes instituições: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bradesco, First Abu Dhabi Bank (FAB), Abu Dhabi Commercial Bank (ADCB), BID Invest, Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), Development Finance Institute Canada (FinDev Canada), KfW IPEX-Bank, BBVA e Bank of China. A matéria-prima será a macaúba, vegetal com alto potencial energético, e a produção agrícola está incluída no projeto. A Acelen investirá US$ 3 bilhões nos próximos dez anos no desenvolvimento agroindustrial, que incluiu as etapas de plantio, extração e beneficiamento dos coprodutos da macaúba. Segundo o presidente da Acelen Renováveis, Luiz de Mendonça, a previsão é que a unidade entre em operação comercial no primeiro trimestre de 2029. A unidade será construída nos arredores da Refinaria de Mataripe, do grupo Acelen, no município de São Francisco do Conde (BA). “Já estamos com toda a engenharia básica pronta e temos todas as licenças para começar a construção. Para todo o trabalho de movimentação e fundação, isso começa imediatamente. Já temos o que eles chamam de ‘kick-off meetings’ [reuniões iniciais] da engenharia”, disse o executivo, que não descarta, se possível, antecipar a operação. Mendonça menciona como vantagem do projeto o aproveitamento da infraestrutura existente em Mataripe, como dutos e acesso ao porto de Madre de Deus, que possui, segundo ele, a maior profundidade para atracamento de navios (calado) em portos privados do Nordeste. Outra vantagem é a tecnologia adotada, que permite calibrar a proporção de SAF e diesel verde produzida pela planta. Segundo o executivo, 90% da produção já está contratada. Sobre a expansão futura, Mendonça conta que as outras plantas de biorrefino não necessariamente serão feitas na Bahia e a decisão de construir as demais unidades dependerá de fatores como uma logística competitiva. “À medida que a gente vai construindo e crescendo, teremos ganhos de escala e de otimização de custos importantes”, afirmou. Plantação de macaúba monitorada por drone, projeto da Acelen Renováveis que irá abastecer a biorrefinaria de São Francisco do Conde (BA) — Foto: Divulgação/HSBC
Acelen Renováveis inicia implantação de biorrefinaria de US$ 1,5 bi na Bahia
A planta terá capacidade de produzir 1 bilhão de litros de combustível renovável de aviação (SAF) e diesel verde; a empresa pretende investir US$ 12,5 bilhões em um pacote total de 5 biorrefinaria












