Imagens compartilhadas nas redes sociais de objetos cruzando o céu da cidade geraram todo tipo de especulação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Balão, ou OVNI, avistado no Barreto — Foto: Reprodução / eusoudeniteroi RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 19:13 Balões inusitados em Niterói são confundidos com OVNIs e geram debate sobre legalidade e segurança Moradores de Niterói se assustaram com balões de formatos inusitados que cruzaram o céu, sendo confundidos com OVNIs. Vídeos viralizaram nas redes sociais, gerando debates e comparações humorísticas. Contudo, a prática é perigosa e ilegal, com registros de balões incendiando áreas residenciais. A soltura de balões é crime ambiental no Brasil, com riscos de incêndios e acidentes aéreos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quem olhou para o céu de Niterói nos últimos dias ficou espantado ao se deparar com cenas que despertaram curiosidade, espanto e até teorias sobre objetos voadores não identificados e alienígenas. No fim do mês das festas julinas, vídeos publicados por moradores e repercutidos em páginas de notícias da cidade mostram balões de formatos incomuns sobrevoando diferentes bairros. Em alguns casos, usuários das redes sociais chegaram a acreditar que se tratavam de OVNIs. Um dos registros foi feito na manhã de domingo por uma moradora do Barreto. O objeto colorido, em formato de estrela e com diversas protuberâncias na superfície, chamou a atenção de quem assistiu ao vídeo. Nas redes sociais, moradores divergiram sobre a origem do balão. Enquanto alguns afirmavam que ele teria sido lançado em Alcântara, em São Gonçalo, outros acreditavam que saiu do Morro da Otto, em Niterói. O formato inusitado alimentou comparações bem-humoradas. "Parece monstro de filme japonês", escreveu uma usuária. Na noite de sábado, por volta das 21h30, um segundo vídeo gravado no Fonseca também gerou repercussão. A gravação mostra um objeto alaranjado, com diversas luzes menores na parte inferior, formando algo semelhante a um disco. A autora da filmagem afirmou que estava "assustada até agora" após registrar a cena, convencida de que poderia estar diante de um OVNI. A publicação rapidamente dividiu opiniões. Enquanto alguns chegaram a desconfiar de que o vídeo havia sido produzido com inteligência artificial, outros identificaram o objeto como um tipo de balão bastante conhecido. "Nos anos 90, essas coisas eram chamadas de balão estrela com lanternas. Mas a geração Z tá chamando de OVNI", brincou um internauta. Outra moradora comentou: "Gente, acabei de ver também aqui em Santa Rosa. Não parece balão." As imagens mais preocupantes, porém, mostram os riscos provocados por esse tipo de prática. Em um terceiro vídeo, publicado nesta segunda-feira (20), moradores registraram um balão conhecido popularmente como "pião" caindo em Itacoatiara e pegando fogo. Nos comentários, moradores relataram que a presença de balões tem se tornado frequente em diferentes bairros da cidade. "Aqui em São Francisco também tá demais. Se cair em cima de uma casa ou prédio, estamos queimados. Tem que ter fiscalização", escreveu um usuário. "Tá insuportável! Todo fim de semana no Fonseca tem e lotado de fogos, sem contar que aqui é rota de avião. Ninguém respeita mais nada", comentou outro. Um quarto vídeo reforça a preocupação. As imagens mostram o pátio de uma casa em um condomínio de Pendotiba incendiado após a queda de um balão. Não há informações sobre feridos. "Cadê a polícia? A fiscalização? Eu sei de um monte de gente que solta balão e nem se importa que é crime, porque tem certeza da impunidade", criticou uma moradora. Embora os formatos chamativos e as luzes possam levar a interpretações curiosas, especialistas e autoridades costumam alertar que balões ornamentais ou de grandes dimensões podem ser confundidos com outros objetos quando observados à distância, especialmente durante a noite. Além da curiosidade, a prática representa um risco. A fabricação, comercialização, transporte e soltura de balões que possam provocar incêndios são crimes ambientais previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). A pena é de um a três anos de detenção, além de multa. Os artefatos também oferecem perigo para residências, áreas de vegetação, redes elétricas e aeronaves, podendo provocar acidentes graves.