Trata-se da maior aprovação a maior resolução de que se tem conhecimento em um caso de direitos autorais nos Estados Unidos Caso é um entre dezenas movidos por detentores de direitos autorais, incluindo autores e veículos de imprensa — Foto: Gabby Jones/Bloomberg Uma juíza federal em São Francisco aprovou, nesta segunda-feira (20), o acordo histórico de US$ 1,5 bilhão da empresa de inteligência artificial Anthropic para encerrar uma ação coletiva movida por um grupo de autores que a acusavam de usar indevidamente os livros deles para treinar seu chatbot de IA, o Claude. A juíza Araceli Martinez-Olguin disse que concederia a aprovação final ao acordo, a maior resolução de que se tem conhecimento em um caso de direitos autorais nos Estados Unidos. O caso é um entre dezenas movidos por detentores de direitos autorais, incluindo autores e veículos de imprensa, contra empresas de tecnologia pelo treinamento de seus grandes modelos de linguagem, e o primeiro caso de grande porte no país a resultar em acordo. O juiz William Alsup, agora aposentado, havia dado sinal verde inicial ao acordo em setembro passado. Os escritores processaram a Anthropic em 2024, argumentando que a empresa, que é apoiada pela Amazon e pela Alphabet, usou versões piratas de seus livros sem permissão para ensinar o Claude a responder a comandos humanos. Alsup decidiu em junho passado que a Anthropic fez uso justo do trabalho dos autores para treinar o Claude, mas considerou que a empresa violou os direitos deles ao salvar mais de 7 milhões de livros piratas em uma “biblioteca central” que não seria necessariamente usada para o treinamento de IA. Um julgamento estava agendado para começar em dezembro passado para determinar o quanto a Anthropic devia pela suposta pirataria, com indenizações potenciais que poderiam chegar a centenas de bilhões de dólares. Autores e outros detentores de direitos autorais apresentaram reivindicações cobrindo mais de 92% das mais de 480 mil obras incluídas no acordo, disse um advogado dos autores durante uma audiência judicial. O acordo também gerou objeções de alguns autores que argumentaram que o valor não é alto o suficiente, que compensa excessivamente os advogados dos autores ou que exclui incorretamente alguns proprietários de direitos autorais. Alguns autores e editoras optaram por ficar de fora do acordo e moveram processos separados contra a Anthropic que seguem em andamento.