Votação supervisionada por membros do Conselho da Shura ocorreu em Gaza, na Cisjordânia, dentro de prisões israelenses e em países que abrigam populações palestinas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Khalil al-Hayya, eleito chefe do gabinete político do Hamas, em seu escritório na Cidade de Gaza, em foto de 21 de abril de 2021 — Foto: Emmanuel Dunand/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 15:11 Hamas elege Khalil al-Hayya como novo líder político, mantendo continuidade O Hamas elegeu Khalil al-Hayya como líder de seu gabinete político, substituindo Yahya al-Sinwar. Al-Hayya, aliado do Irã e principal negociador de cessar-fogo com Israel, foi escolhido em votação supervisionada pelo Conselho da Shura, abrangendo Gaza, Cisjordânia e outros locais. A eleição mantém a continuidade da liderança, já que al-Hayya atuava como líder de fato desde 2024. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O grupo palestino Hamas anunciou nesta segunda-feira a eleição de Khalil al-Hayya, principal negociador nas conversas indiretas de cessar-fogo com Israel, como novo chefe de seu órgão Executivo, após a realização do que a mídia ligada ao movimento descreveu como uma disputa "acirrada" pela liderança política palestina. "O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) anuncia a eleição de nosso irmão mujahidin Khalil al-Hayya como chefe do gabinete político do movimento, substituindo o líder mártir Yahya al-Sinwar", diz o comunicado emitido pelo Hamas nesta segunda-feira. Hayya nasceu em Gaza, mas vive no Catar desde antes do atentado terrorista lançado pelo Hamas contra o sul de Israel, em 7 de outubro de 2023, que deflagrou o novo período de alta intensidade no conflito israelense-palestino. Ele era o alvo prioritário do ataque aéreo lançado por Israel contra Doha, em 2025, que motivou condenação dos EUA. Aliado do Irã, Hayya desbancou o concorrente preferido de países árabes sunitas, Khaled Mashaal. A votação ocorreu em Gaza, na Cisjordânia, dentro de prisões israelenses e em países árabes vizinhos que abrigam populações palestinas refugiadas, segundo o Hamas. O processo foi supervisionada por membros do Conselho da Shura, a mais alta autoridade de tomada de decisões dentro do Hamas, ainda de acordo com o movimento. A escolha de Hayya indica que pouca ou nenhuma mudança fundamental deve acontecer no Hamas, uma vez que o eleito já atuava como líder de fato do movimento desde 2024, quando Israel matou seu antecessor, Yahya Sinwar, em uma operação em Gaza. Sinwar havia sido nomeado após Israel matar o líder histórico Ismail Haniyeh no Irã, alguns meses antes. Em junho, um dos filhos de Hayya foi morto em um ataque aéreo israelense que teve como alvo dois integrantes do Hamas em Gaza. No ataque do ano passado a Doha, que não conseguiu atingi-lo, outro filho dele foi morto. Um terceiro filho havia sido morto na guerra entre Israel e o Hamas em 2014. Homem observa fumaça saindo de local atacado por Israel em Doha, no Catar, em setembro de 2025 — Foto: Jacqueline Penney/AFPTV/AFP Perfil político Ex-líder da Irmandade Muçulmana, Hayya consolidou sua influência mais nos corredores diplomáticos do que no campo militar. Alto, de ombros largos e com uma barba branca cuidadosamente aparada, o sexagenário dirige o movimento palestino que ajudou a fundar em 1987, a partir do exílio. Hayya cresceu em uma família conservadora e religiosa, estudou na Universidade Islâmica de Gaza e, depois, obteve um mestrado na Jordânia e um doutorado em direito islâmico no Sudão. Também passou três anos em uma prisão israelense no fim da década de 1990 por pertencer ao Hamas e sobreviveu a outras duas tentativas de assassinato, em 2007 e em 2014. Após ser eleito deputado em 2006, tornou-se, em 2017, vice-presidente da direção política do Hamas para a Faixa de Gaza. Um aliado, membro do Hamas, disse à AFP que Hayya demonstra "inteligência e sabedoria" e "serenidade" na hora de tomar decisões, além de ser conhecido por seu temperamento ao mesmo tempo "conservador e pragmático". Segundo ele, mantém relações "privilegiadas" com a Jihad Islâmica e o Hezbollah e com países como Catar, Egito, Argélia e Irã, principal apoio financeiro e militar do movimento. (Com AFP e Bloomberg)
Hamas aponta Khalil Al-Hayya, aliado do Irã, como líder do gabinete político
Votação supervisionada por membros do Conselho da Shura ocorreu em Gaza, na Cisjordânia, dentro de prisões israelenses e em países que abrigam populações palestinas











