Prefeito de Nova York cogitou a prisão do premiê israelense durante a Assembleia Geral da ONU em setembro O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não será preso durante qualquer visita que fizer ao país. As declarações ocorrem após o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ter cogitado a prisão do líder israelense durante a próxima Assembleia Geral da ONU. "Netanyahu não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos EUA. Ele está lutando contra a República Islâmica do Irã, que recentemente matou 52 mil manifestantes inocentes e passou os últimos 47 anos matando soldados americanos e outras pessoas", escreveu Trump em postagem na Truth Social, citando números não verificados sobre mortes ocorridas durante a repressão do regime iraniano aos protestos do início do ano. "Os únicos que deveriam ser presos são aqueles que levaram o Irã a essa espiral sem precedentes de morte e destruição, algo que deveria ter sido resolvido anos atrás, por presidentes anteriores", continuou Trump, em crítica a seus antecessores na Casa Branca. No fim de semana, Mamdani, constantemente criticado por Trump, afirmou ao jornal americano The New York Times que avaliava prender Netanyahu, chamando o líder israelense de "criminoso de guerra procurado pelo Tribunal Penal Internacional". "Acho que o primeiro-ministro Netanyahu pertence a Haia", disse em entrevista o político democrata, que classificou Tel Aviv de "regime de apartheid". Mamdani também afirmou, por outro lado, ainda não ter certeza se possui autoridade para ordenar a detenção de um líder estrangeiro à polícia nova-iorquina, mas debate o assunto com sua equipe jurídica. "Seja lá o que for que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos", disse. No passado, Mamdani prometeu enviar a polícia de Nova York para cumprir mandados de prisão contra líderes procurados pelo TPI, incluindo Netanyahu e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Criado em 2002 e sediado em Haia, na Holanda, o TPI pode processar indivíduos por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. O tribunal afirmou, em 2024, que tinha motivos para acreditar que Netanyahu é responsável por crimes de guerra e crimes contra a humanidade relacionados à ofensiva de Israel na Faixa de Gaza após o ataque de 7 de outubro de 2023 realizado pelo grupo terrorista Hamas. A Assembleia Geral da ONU reúne líderes mundiais todos os anos e será realizada em setembro, na sede da organização em Nova York. Danny Danon, embaixador de Israel junto às Nações Unidas, rebateu as afirmações de Mamdani em uma publicação no X. "Em vez de se concentrar nas suas responsabilidades como prefeito e enfrentar a crescente onda de antissemitismo na cidade, ele optou por incitar a hostilidade e gerar manchetes atacando o Estado de Israel", escreveu. As declarações do prefeito de Nova York ocorrem cinco dias após o governo de Donald Trump anunciar uma escalada da ofensiva contra o TPI. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nas redes sociais que a corte representa "uma ameaça intolerável à soberania americana" e prometeu ampliar as sanções contra seus integrantes. Trump e Netanyahu em abril de 2025, em Washington — Foto: Mark Schiefelbein/AP (Arquivo)
Trump rebate Mamdani e diz que Netanyahu não será preso nos EUA
Prefeito de Nova York cogitou a prisão do premiê israelense durante a Assembleia Geral da ONU em setembro










