No início do ano passado, quando a DeepSeek, um laboratório chinês de inteligência artificial, estava causando pânico nos rivais ocidentais, pouco se sabia sobre Liang Wenfeng, fundador da empresa.
Liang continua sendo uma figura misteriosa, mas pelo menos uma coisa está clara. Com a DeepSeek fechando uma rodada de financiamento que a avalia em US$ 71 bilhões (R$ 362,70 bilhões), a fortuna pessoal dele disparou para cerca de US$ 38 bilhões (R$ 194,12 bilhões) —tornando-o muito mais rico do que Dario Amodei, da Anthropic, ou Sam Altman, da OpenAI.
Liang não será visto no circuito de conferências. Ele nunca apareceu ao vivo na televisão chinesa, e existem poucas fotos ou filmagens dele. Isso o coloca em sintonia com a nova geração de jovens bilionários chineses. O país está produzindo mais deles do que qualquer outro lugar, exceto os Estados Unidos.
Segundo a Hurun, que monitora a riqueza das pessoas mais ricas do mundo, havia pelo menos 29 bilionários que construíram fortunas do zero com 40 anos ou menos na China em 2026. Incluindo Liang, que completa 41 anos neste ano, o total chega a 30. São nove a mais do que no ano passado.
Os novos magnatas chineses diferem dos predecessores. Eles trocaram a especulação imobiliária e os jantares regados a álcool com autoridades por videogames e encontros em torno de animes japoneses. Também são hábeis transformar ideias criativas em negócios globais mais rápido do que qualquer um antes deles.








