PUBLICIDADE Com uma fortuna estimada em US$ 36 bilhões, Liang Wenfeng supera com ampla margem Dario Amodei, cofundador da Anthropic, e Greg Brockman, da OpenAI 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Liang Wenfeng, CEO da Deepseek — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 08:39 CEO da DeepSeek, Liang Wenfeng, é o bilionário mais rico da IA Liang Wenfeng, CEO da DeepSeek, tornou-se o bilionário mais rico entre os fundadores de IA, com fortuna de US$ 36 bilhões. A DeepSeek, que inovou ao lançar modelos de IA competitivos a baixo custo, viu seu valor quintuplicar após captação de US$ 7,4 bilhões. Liang mantém 78% da empresa, um feito raro comparado aos fundadores de IA nos EUA, onde a participação é mais diluída. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O patrimônio líquido de Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, mais que dobrou após a mais recente rodada de captação de recursos da empresa, tornando o empreendedor chinês o mais rico do mundo entre os criadores de modelos de inteligência artificial. Liang agora possui uma fortuna estimada em US$ 36 bilhões ( o equivalente a R$ 184 bilhões), ante cerca de US$ 16,7 bilhões (R$ 86 bilhões) anteriormente, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Com isso, ele supera com ampla margem Dario Amodei, cofundador da Anthropic, cuja fortuna é de US$ 8 bilhões (R$ 41 bilhões), e Greg Brockman, da OpenAI, que possui um patrimônio de US$ 25,5 bilhões (R$ 130 bilhões). Na comparação, a Bloomberg considerou empresas cuja atividade principal e a maior parte de sua receita provêm diretamente de modelos de inteligência artificial. A lista exclui conglomerados diversificados, como Alibaba e Tencent, bem como outras empresas da cadeia de suprimentos da IA, como operadoras de data centers e fabricantes de chips. No caso de Liang, a maior parte de sua fortuna decorre de sua participação na DeepSeek. A forte demanda por investimentos elevou a avaliação da empresa em cerca de cinco vezes em relação aos US$ 10 bilhões reportados inicialmente em abril. Após a rodada de financiamento de US$ 7,4 bilhões, realizada em junho de 2026 — que avaliou a startup em US$ 50 bilhões e contou com um investimento pessoal de US$ 3 bilhões feito por Liang —, estima-se que sua participação tenha sido diluída para aproximadamente 78%, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index. Com tal fortuna, Liang ocupa a oitava posição entre os mais ricos da China, logo atrás de Chen Tianshi, bilionário do setor de hardware para inteligência artificial e cofundador da Cambricon Technologies. A DeepSeek não respondeu aos pedidos de comentário. Liang nasceu em 1985, em Zhanjiang, na província de Guangdong, no sul da China, onde seu pai era professor do ensino fundamental. Ele estudou engenharia eletrônica na Universidade de Zhejiang, uma prestigiada instituição localizada na cidade de Hangzhou, onde também obteve o título de mestre em engenharia da informação e das comunicações. Ele fundou a DeepSeek em 2023 como um desdobramento da divisão de inteligência artificial de seu fundo de hedge, a Zhejiang High-Flyer Asset Management, que criou ao lado de dois ex-colegas de universidade. O trio começou a operar nos mercados financeiros ainda como estudantes, durante a crise financeira global. Nos primeiros anos, a High-Flyer utilizou seus expressivos lucros com operações no mercado financeiro para formar um grande estoque de chips gráficos avançados antes que as restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos fossem endurecidas. Esses investimentos iniciais deram à DeepSeek o poder computacional necessário para desenvolver seus modelos inovadores sem depender do capital de risco tradicional. A DeepSeek surpreendeu a indústria global de tecnologia no início de 2025 ao lançar um modelo que alcançou desempenho comparável ao de rivais americanos, como a OpenAI, mas a uma fração do custo. A startup vem mantendo esse ritmo de inovação e, recentemente, apresentou seu mais novo modelo, o V4, além de destacar publicamente sua compatibilidade com chips produzidos pela gigante chinesa de tecnologia Huawei. Durante anos, magnatas da internet voltados ao consumidor, como Jack Ma, do Alibaba, simbolizaram a riqueza do setor de tecnologia na China. Essa era, porém, está dando lugar à inteligência artificial apoiada pelo Estado. A entrada de capital estatal e corporativo marca a transição da DeepSeek de um experimento privado de software para um ativo estratégico de importância nacional. O que diferencia Liang de seus pares no Vale do Silício é a dimensão extraordinária da participação acionária que conseguiu manter na empresa. Nos Estados Unidos, construir uma empresa de inteligência artificial de ponta avaliada em US$ 50 bilhões normalmente exige que os fundadores cedam grandes parcelas de participação para gigantes da tecnologia e fundos de capital de risco. Em contraste, manter uma fatia próxima de 78% proporciona a Liang um nível de riqueza pessoal e de controle sobre a empresa incomum entre os fundadores de IA da atualidade. Embora gigantes americanas como a OpenAI e a Anthropic tenham avaliações de mercado gigantescas, próximas de US$ 1 trilhão, sua estrutura acionária é muito mais pulverizada, distribuída entre um número maior de investidores ou entre vários cofundadores.