PUBLICIDADE Temperaturas acima da média já podem ser registradas no fim do inverno; efeitos na cidade serão sentidos principalmente entre a primavera e o verão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pedestres embaixo de sol forte em passarela da Avenida Brasil; Super El Niño faz prefeitura antecipar protocolos e mobilização que seriam implementados no verão — Foto: Marcelo Theoblad / Agência O Globo / 02-01-2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 11:57 Rio de Janeiro Antecipará Medidas de Verão por Super El Niño A prefeitura do Rio antecipa protocolos de verão devido ao Super El Niño, que intensifica temperaturas e tempestades. Fenômeno climático, confirmado pela NOAA, provoca aquecimento no Pacífico, alterando clima global. No Rio, efeitos serão sentidos do final do inverno ao verão, mobilizando mais de 50 órgãos em "alerta máximo" para prevenção e resposta a desastres climáticos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A estação do ano ainda é o inverno. Mas a prefeitura do Rio anunciou nesta segunda-feira que está antecipando seus protocolos — como os existentes por conta do calor e da chuva, acionados normalmente no verão — por conta do Super El Niño. O fenômeno climático, que se caracteriza pelo aquecimento atípico das águas do Oceano Pacífico, deve ser mais intenso neste ano e agravar as altas temperaturas, assim como as tempestades na cidade, já a partir desta estação do ano. Equipes de mais de 50 órgãos já estão mobilizadas para atuar em caso de situações extremas. — No fundo, estamos antecipando a preparação que a cidade já faz todos os anos para lidar com o verão. Parte dos efeitos desse Super El Niño, para a realidade da nossa cidade, é como se tivesse a antecipação dos efeitos do verão — explicou o prefeito Eduardo Cavaliere, em coletiva realizada no Centro de Operações e Resiliência (COR), na Cidade Nova. No Rio, os efeitos previstos podem ser sentidos já no fim deste inverno (estação que chega ao fim em setembro), com temperaturas acima da média, situação que se estenderá pela primavera e pelo verão. Juliana Hermsdorff, meteorologista do Sistema Alerta Rio, do município, mencionou que a probabilidade de o El Niño ser "muito forte, principalmente no final da primavera e o início do verão" é de 81%. — É normal a gente já ter no verão e na primavera temperaturas mais elevadas. Temos grandes áreas urbanizadas que aumentam a temperatura, formando ilhas de calor. Então, os impactos do El Niño vão reforçar principalmente essa questão da temperatura, um combustível formador de chuvas intensas aqui na cidade do Rio — explicou a meteorologista, que citou os maciços e a topografia do Rio como outras influências na formação das chuvas. 'Alerta máximo' Em maio, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), divulgou a previsão de que o fenômeno tinha 82% de se formar até este mês de julho. Isso acabou confirmado no mês passado pela agência. — A prefeitura está antecipando suas ações, que normalmente a gente executava lá em novembro. A partir deste momento, estamos colocando em alerta máximo todas as secretarias e órgãos que trabalham com prevenção e resposta à cidade do Rio de Janeiro justamente por conta do El Niño. E vamos fazer esse acompanhamento junto ao Centro de Operações (e Resiliência, COR) — resumiu Rodrigo Gonçalves, subsecretário de Defesa Civil da cidade. Ele reforçou a importância de a população acompanhar os acontecimentos da cidade e os estágios operacionais da cidade. Atualmente, há cinco níveis: 1, sem mudança significativa na rotina; 2, risco de acontecimentos; 3, ocorrências já em andamento; 4, várias ocorrências afetam a mobilidade, com orientação de que as pessoas não se desloquem; e 5, com ocorrências de alto risco, sem previsão de retorno à normalidade e com necessidade de apoio à prefeitura. O último deles nunca foi atingido. Gonçalves mencionou que atualmente, há mais de cinquenta protocolos instituídos — que envolvem não só órgãos municipais, mas também Estado e União — por conta de efeitos climáticos. Um exemplo "emblemático", segundo o subsecretário, é o protocolo de ressaca, numa parceria com a Marinha do Brasil. Alertas de maré alta são levados em consideração, por exemplo, para interditar a ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer: a medida foi tomada após o desabamento de trecho da estrutura em 2016. Na ocasião, duas pessoas morreram, após uma onda atingir a ciclovia, que viu trecho de 50 metros desabar. Na coletiva, da qual participaram representantes de onze órgãos do município — como os secretários de Infraestrutura (Wanderson dos Santos), Conservação (Diego Vaz), Saúde (Rodrigo Prado) e Ambiente e Clima (Lígia Galdino) —, a prefeitura detalhou ações em andamento na cidade. Além dos protocolos, detalhou obras em andamento para agir contra alagamentos e para ampliar a área de vegetação da cidade. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, participa de coletiva de imprensa para apresentar a estrutura de prevenção, monitoramento diante da possibilidade de intensificação do El Niño — Foto: João Vitor Costa/ Agência O GLOBO O que é o El Niño? O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera padrões de vento, chuva e temperatura em várias regiões do planeta. Super El Niño vem aí? A confirmação do El Niño pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), no mês passado, encerrou meses de expectativa entre meteorologistas e abre uma nova fase de monitoramento sobre os possíveis impactos do fenômeno no Brasil. A agência norte-americana informou que as condições já estão estabelecidas no Oceano Pacífico Equatorial e apontou 63% de probabilidade de que o evento alcance intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Ou seja, a discussão agora não é mais sobre se o fenômeno vai acontecer, mas qual será sua intensidade no planeta. O rápido aquecimento observado no Pacífico nos últimos meses é um dos fatores que chamam a atenção dos centros meteorológicos internacionais. Modelos climáticos indicam que o fenômeno deve ganhar força durante este segundo semestre. — A diferença prática é que um evento forte consegue dominar sobre outros fatores climáticos e impor padrões de seca e chuva muito mais severos e previsíveis. Os modelos atuais mostram um aquecimento oceânico acelerado e consistente desde maio, indicando que o fenômeno deve assumir protagonismo no clima do segundo semestre de 2026 — explicou ao GLOBO João Hackerott, CEO da Tempo OK, em entrevista no mês passado.
Super El Niño faz Rio entrar em 'alerta máximo', e prefeitura antecipa mobilização que ocorreria no verão
Temperaturas acima da média já podem ser registradas no fim do inverno; efeitos na cidade serão sentidos principalmente entre a primavera e o verão







