Variação positivas na agropecuária e nos serviços, a estabilidade da indústria e o consumo das famílias ajudam a explicar o resultado do Monitor do PIB-FGV, destacou a economista da fundação Juliana Trece O Monitor do PIB-FGV aponta crescimento de 0,7% na atividade econômica em maio em comparação a abril, na análise da série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,2% em maio e 1,9% no trimestre móvel encerrado em maio. A taxa acumulada em 12 meses até maio foi de 1,7%. "As taxas de variação positivas na agropecuária e no setor de serviços em conjunto com a estabilidade da indústria ajudam a explicar o crescimento estimado de 0,7% do PIB em maio, na comparação com abril. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias foi o grande responsável pelo desempenho positivo da economia”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece. Ela destacou no entanto, que, apesar do crescimento, há algumas fragilidades na composição: o crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações e a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor, além de exportações e investimentos mostrarem queda. “Com isso, conclui-se que, embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento que começam a aparecer no resultado”, disse. O consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre móvel terminado em maio, atingindo o maior patamar desde o quarto trimestre de 2024. Segundo a Fundação Getulio Vargas, todos os tipos de consumo cresceram no período, com destaque principal para o consumo de serviços e de duráveis, que mantiveram sua trajetória de alta, contribuindo com mais de 60% para o resultado positivo geral. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) teve expansão de 2,0% de março a maio, impulsionado pelo componente de outros da FBCF, que tem mostrado fortalecimento consistente nos últimos anos, explicado em grande parte pelo crescimento dos investimentos em tecnologia e serviços de informação. As contribuições dos segmentos de máquinas e equipamentos e construção também foram positivas, revertendo um início de ano em que esses apresentaram quedas. A exportação aumentou 4,3% no trimestre móvel até maio, a menor alta desde o segundo trimestre de 2025. As exportações de serviços, bens de capital e bens de consumo foram os principais destaques, tendo contribuído com mais de 70% do crescimento das exportações no trimestre móvel findo em maio. A importação avançou 8,9% no trimestre móvel até maio, o maior patamar desde meados de 2025. O destaque para esse crescimento mais robusto deveu-se as importações de serviços e de bens de consumo. Em termos monetários, estima-se que o PIB acumulado até maio de 2026, em valores correntes, tenha sido de R$ 5,466 trilhões. A taxa de investimento em maio de 2026 foi de 18,6%. — Foto: Pexels/Pixabay