Ao longo da costa da África Ocidental, um pescador a bordo de um atuneiro chinês corta as barbatanas de um tubarão vivo antes de atirá-lo de volta ao mar, onde o espécime provavelmente acabará morrendo.

Valiosas, as barbatanas têm como destino o porto de Dacar, no Senegal. Dali, devem ser enviadas à Ásia, para serem servidas em sopas.

A prática de cortar as barbatanas e atirar o resto do tubarão, muitas vezes vivo, ao mar, é amplamente proibida em várias áreas regulamentadas em diversos países. Isso está estabelecido em convenções internacionais.

No entanto, nos últimos anos, dezenas de barcos atuneiros chineses e taiwaneses têm desembarcado barbatanas de tubarão ilegalmente em Dacar. Ali funciona um dos portos de pesca mais movimentados da África.

O quadro consta de um relatório publicado na última quinta-feira (16) pela ONG Environmental Justice Foundation (EJF), com sede em Londres.