Autora de uma proposta de R$ 500 milhões para socorrer a Oncoclínicas, a IG4 condiciona o dinheiro a assumir o controle da rede de hospitais especializados no tratamento de câncer. A expectativa é que o negócio seja anunciado nas próximas semanas.
A Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial na terça-feira (14), para tentar renegociar uma dívida de R$ 5,2 bilhões. Na quarta (15), confirmou ter recebido proposta da IG4, gestora especializada em recuperação de empresas.
A Folha apurou com pessoas com conhecimento do assunto que os R$ 500 milhões em debêntures estão condicionados a um acordo com grandes acionistas para transferência do controle da companhia, por meio de contratos de usufruto de ações.
A Oncoclínicas tem hoje quatro grandes acionistas relevantes: a gestora de recursos Latache, o BRB (Banco de Brasília) e dois fundos de investimento chamados Josephina 2 e Josephina 3, ligados ao banco Goldman Sachs e à gestora Centaurus.
Esses quatro detêm 40,86% das ações e, mesmo que decidam aderir, não garantem sozinhos o controle à IG4.












