A psiquiatria tem uma longa tradição de tratar as doenças mentais com medicamentos desenvolvidos originalmente para outros fins.
O caso dos antidepressivos é emblemático: o primeiro deles foi criado para tratar a tuberculose. A cetamina, um dos tratamentos mais recentes, surgiu como anestésico. Agora, os cientistas estão investigando se medicamentos anti-inflamatórios também podem favorecer alguns pacientes.
Um remédio usado contra artrite reumatoide foi o foco de um pequeno estudo publicado no mês passado, que se baseia em décadas de pesquisa sobre a relação entre inflamação e depressão.
Cerca de 25% das pessoas que sofrem de depressão apresentam um nível alto de proteínas inflamatórias no sangue, e há indícios de que a inflamação surge antes dos sintomas depressivos. Em experimentos nos quais ingeriram uma substância para impulsionar a inflamação, os participantes relataram que, logo a seguir, tiveram sentimentos de depressão e ansiedade.
Aqueles que apresentam níveis mais altos de inflamação também tendem a se beneficiar menos dos antidepressivos tradicionais.







