De acordo com o Comando Central dos EUA, incidente ocorreu durante a desativação de explosivos de um drone iraniano; baixas devem aumentar insatisfação dos americanos com guerra 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Militares dos EUA embarcam em aeroporto do estado americano da Geórgia — Foto: Elijah Nouvelage / Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 17:06 Terceiro Militar Americano Morre no Iraque em Menos de 48 Horas O Comando Central dos EUA confirmou a morte de um militar no Iraque, a terceira em menos de 48 horas, durante desativação de explosivos de um drone iraniano. Este incidente destaca o crescente descontentamento dos americanos com a guerra. A ofensiva americana contra o Irã não possui um objetivo claro, resultando em baixa aprovação pública e pressão sobre o presidente Trump, cuja popularidade está em declínio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou na tarde deste domingo a morte de um militar do país no Iraque, a terceira desde a retomada parcial dos bombardeios ao Irã e das retaliações iranianas contra posições americanas no Oriente Médio. No momento em que a Casa Branca parece próxima a abandonar de vez o memorando de entendimento firmado em junho com Teerã, a paciência dos eleitores nos EUA com a guerra é cada vez menor. Em comunicado divulgado neste domingo, o Centcom diz que o militar “foi morto em ação em 18 de julho durante uma detonação controlada de munições não detonadas de um drone de ataque unidirecional iraniano abatido” no norte do Iraque. O texto acrescenta que “um segundo membro das Forças Armadas ficou ferido e continua recebendo tratamento médico para um ferimento leve”. O texto menciona ainda que foram encontrados "restos mortais não identificados" na base jordaniana atingida pelo Irã na sexta-feira, onde morreram dois militares, mas não revela se eles são de um outro militar que está desaparecido. No sábado, em paralelo aos ataques americanos contra o sul do Irã e dos mísseis e drones iranianos lançados contra países árabes, Teerã intensificou a ofensiva contra milícias curdas, contrárias à República Islâmica, baseadas no Iraque, perto da fronteira com o Irã. Em uma das ações, nos arredores de Erbil, oito guerrilheiros ficaram feridos, disse um dos grupos alvejados. Na sexta-feira, nove combatentes curdo-iranianos morreram em outra onda de mísseis, foguetes e drones. O Pentágono não detalhou se a morte do militar está ligada aos ataques contra os curdos. O anúncio do Centcom neste domingo aumenta para 17 o número de militares americanos mortos desde o início da “Operação Fúria Épica”, no final de fevereiro. Até agora, não há sinais de que as baixas provocarão mudanças no planejamento do Pentágono: no sábado, na primeira declaração após a confirmação das mortes de dois militares em uma base aérea na Jordânia, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que “o sacrifício deles apenas fortalece a nossa determinação”. Ao anunciar a ofensiva em fevereiro, Donald Trump parecia esperar uma vitória fácil, talvez similar à sua intervenção para prender o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro. Mas os efeitos de segurança e econômicos, aliados à falta de um objetivo claro para a operação militar, contribuíram para fazer desta uma das guerras mais impopulares da História recente do país. Na semana passada, uma pesquisa Washington Post/Ipsos revelou que apenas 28% dos americanos consideram que essa é uma guerra que vale a pena ser travada, contra 68% que não concordam com ela. Apenas 33% acreditam que a ofensiva vai impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear (um dos argumentos centrais de Trump) e 37% creem que um eventual acordo com Teerã será pior do que o firmado em 2015 por Barack Obama e rasgado por Trump três anos depois. Sobre o presidente, sua aprovação geral é de 37%, mas a pesquisa destaca que o número de americanos que o apoiam incondicionalmente é bem menor, apenas 15% dos entrevistados. Um cenário preocupante a pouco mais de eleições legislativas que devem definir seus últimos dois anos na Casa Branca.