No Porto Sudeste, no Rio de Janeiro, a área inicialmente reservada a um píer para minério de ferro começa a dar lugar a uma instalação para transbordo de petróleo entre navios, que vai ampliar a capacidade brasileira de exportação da commodity, hoje o principal produto da balança comercial do país.

O investimento de R$ 180 milhões foi aprovado em 2023, diante das perspectivas de crescimento da produção do pré-sal. Não é o único: o porto do Açu e a própria Petrobras têm planos de expansão em seus terminais de petróleo.

"Até o fim da década, a produção brasileira de petróleo vai chegar a 5 milhões de barris por dia", diz o CEO do Porto Sudeste, Jayme Nicolato. "Estamos em área abrigada, com um centro de emergência do lado, e podemos oferecer com muita segurança a transferência do óleo [entre navios]."

Conhecido como ship-to-ship (navio a navio), esse tipo de operação é necessário porque as embarcações que retiram o petróleo das plataformas do pré-sal, a centenas de quilômetros da costa, são caras demais para fazer viagens de longas distâncias para Europa ou para a Ásia.

Elas têm uma tecnologia chamada posicionamento dinâmico, que permite que fiquem paradas na mesma posição enquanto puxam o óleo das plataformas, independentemente das condições climáticas.