Cirurgião dentista do Exército no passado, o empresário Guilherme Figueiredo, 49, se realizou profissionalmente por meio do esporte. Mais precisamente do futebol.
Ele comandou uma empresa que fazia tour para turistas em estádios brasileiros, liderou uma área de publicidade voltada a esportes na Globo e foi um dos fundadores da N Sports, emissora que transmite a Copa do Mundo em parceria com o SBT.
Desde 2023, Figueiredo é o cara (e a cara) da Betano, marca de origem grega que detém um quarto do mercado de apostas regulado no Brasil. Diretor de relações institucionais, ele defende a manutenção da publicidade pelo setor no país.
Na Copa do Mundo deste ano, a publicidade excessiva de bets por parte da CazéTV recebeu diversas críticas. Isso não trouxe uma repercussão negativa para as empresas do setor? Naturalmente foi negativo. Você vê a repercussão que teve. Quando você vê a repercussão da sociedade, a gente tem que entender, e a própria CazéTV reconheceu, que talvez tenha exagerado. Em três dias, eles mudaram o posicionamento. Continuam expondo as marcas, continuam fazendo as propagandas, mas alinhadas com o jogo responsável. As três empresas envolvidas não fizeram nada ilegal, mas como [o incentivo de odds durante as partidas] foi feito num momento de muita exposição, acabou virando algo negativo. Se querem ajustar as mensagens que podem ser passadas, estamos totalmente abertos a discutir.






