Era uma tarefa difícil que, nos últimos meses, se tornou impossível. A intenção da primeira-ministra Giorgia Meloni de fazer a interlocução entre o presidente Donald Trump e os demais líderes europeus esbarrou na divergência de interesses entre Itália e Estados Unidos, em provocações do americano e na reação do eleitorado italiano.
Depois do acúmulo de meses de tensões, Meloni e Trump vivem uma ruptura pública. A situação sinaliza não só a falência das aspirações da premieira-ministra, que pretendia ter relação privilegiada com Washington, mas também o enfraquecimento da política externa italiana.
Para os próximos meses, a Itália dá sinais de que pretende investir no relacionamento com países de média potência, igualmente interessados na diminuição do grau de instabilidade global.
Com a proximidade das eleições parlamentares de 2027, é esperada ainda uma subida de tom de Meloni, ao menos retórica, contra a União Europeia. Para seus planos de permanência no poder, o nome de Trump deverá ser deixado para trás.
Meloni e Trump são aliados ideológicos, em temas como imigração e "cultura woke", como ela disse, desde antes da chegada da italiana ao poder, há quase quatro anos. Quando seu partido era nanico, ela participou em 2019 da CPAC (Conferência da Ação Política Conservadora), encontro de expoentes de direita e extrema direita que teve Trump como estrela.






