Levantamento do instituto Democracia em Xeque aponta também maior alcance dos discursos politizados sobre o tema 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trump e Lula em encontro no ano passado — Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 10:39 Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros gera debate raro e equilibrado entre direita e esquerda O instituto Democracia em Xeque revelou que a decisão dos EUA de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros gerou um debate equilibrado entre direita e esquerda nas redes sociais, algo raro. A direita culpou Lula pela medida, enquanto a esquerda defendeu a soberania nacional, criticando Trump. A discussão politizada dominou 58% das interações, com troca de farpas entre autoridades dos dois países. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros nesta última semana foi o tema "mais equilibrado" nas redes sociais entre direita e esquerda no ano, segundo o levantamento do Instituto Democracia em Xeque. Em aferição ao debate público digital sobre o tarifaço aos produtos brasileiros, 34% das publicações são de posts da direita, 34% da esquerda e 32% da imprensa. A distribuição, segundo o instituto, é rara nas redes. O monitoramento, que capturou 3.084 posts e 14,8 milhões de interações, identifica seis eixos de discussão. De acordo com os dados colhidos, a esquerda tratou pelo eixo de "defesa da soberania", enquanto a direita buscou um "culpado" para a taxação determinada após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR. Esses eixos somaram 49% das publicações. Ao analisar o alcance das postagens, no entanto, os posts politizadas chegam a 58%, número acima dos outros eixos relacionados a cobertura factual do caso. O pico absoluto de mobilização ocorreu na última quinta-feira, 16 de julho, dia em que a lista final de isenções foi publicada e em que o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, trocaram farpas públicas. O principal debate focou em buscar "o vilão" do tarifaço, sendo que 44% das postagens de direita e 38% de esquerda na busca pelo culpado. Entre a direita, o discurso foi de que Lula teria provocado os EUA, e substituído a negociação por ideologia, deixando o setor produtivo sem defesa. A defesa da soberania foi o argumento da esquerda, que ficou com 65% das menções ao tema, com críticas ao governo americano de Donald Trump e acusação da família Bolsonaro e de seus aliados ao Brasil. A expressão “Tariflávio” também teve repercussão no espectro político.