Trem turístico que conecta duas importantes e históricas cidades mineiras, a maria-fumaça que opera entre São João del-Rei e Tiradentes terá nova gestão a partir de 1º de setembro.
A operação do trem que percorre trecho da extinta Estrada de Ferro Oeste de Minas era feita pela empresa de logística VLI, que decidiu deixar a rota, razão pela qual foi necessário firmar um termo de cessão do complexo ferroviário entre a companhia, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e as duas prefeituras.
Maria-fumaça que opera a rota entre as cidades históricas de São João del-Rei e Tiradentes, em Minas Gerais - Divulgação/VLI
Até agosto, a concessionária —formada pela Vale, Brookfield, Mitsui e BNDESPar, além de fundos de investimentos— seguirá na operação, numa rota que foi concedida à FCA (Ferrovia Centro-Atântica). Como será o funcionamento futuro, porém, ainda não está definido.
Há interesse da iniciativa privada na rota turística, conforme a Folha apurou, mas o objetivo é que a gestão fique sob responsabilidade de uma operadora que tenha foco exclusivo no turismo e na preservação do patrimônio cultural, cenário que abre o caminho para entidades como a ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) –que já atua no estado com o Trem das Águas (São Lourenço) e o Trem da Serra da Mantiqueira (Passa Quatro).








