Medidas da prefeitura são para aumentar ordenamento e fiscalização sobre a cidade, diz órgão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Novo Rio Rotativo Digital , no Parque dos Patins — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 22:44 Rio de Janeiro lança iniciativas para regular comércio e estacionamento na Zona Sul A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou programas para controlar o comércio ambulante e o estacionamento na Zona Sul. O Tolerância Zero, que regula o comércio nas praias, enfrentou protestos e ação do MPF, que busca um plano de gestão que respeite direitos dos ambulantes. O estacionamento digital na Lagoa, usando o app Jaé, testa novas tarifas, com motos inicialmente isentas e benefícios para idosos e PCDs. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os últimos dois dias no Rio foram de estreia de programas de fiscalização da prefeitura na cidade. Na quinta-feira, o Tolerância Zero começou a ser implementado nas orlas da Zona Sul com a proposta de ordenar as atividades de comércio ambulante. Houve protesto de camelôs em Copacabana, e o Ministério Público Federal (MPF) ntrou com uma ação civil pública na Justiça Federal para pedir a suspensão da iniciativa. Já na sexta-feira, o Rio Rotativo Digital, novo sistema de pagamento pelo uso de vagas públicas da capital, iniciou fase de teste na Lagoa. Agora, tudo é pago pelo Jaé, o mesmo aplicativo usado para passagem de ônibus. Como fica o Tolerância Zero? Após os protestos em Copacabana, o MPF solicitou que União e município elaborem, em conjunto, um plano de gestão das praias capaz de conciliar o ordenamento urbano, o combate ao crime organizado e a proteção dos direitos dos trabalhadores ambulantes. Na ação, o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, afirma que a prefeitura implantou uma política permanente de fiscalização nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon sem observar as normas federais que regulam a gestão desses espaços — a União é proprietária das praias marítimas. Na petição, o procurador afirma ainda que o programa prevê apreensões de mercadorias e restrições ao comércio ambulante sem que tenham sido implementadas políticas públicas de regularização da categoria. Para o MPF, o histórico demonstra que havia alternativas para organizar o comércio nas praias sem recorrer a uma política predominantemente repressiva. Dados apresentados na ação indicam que o Rio de Janeiro possui cerca de 35 mil trabalhadores de rua, a maioria negra, de baixa renda e com acesso limitado à formalização, enquanto apenas uma pequena parcela possui licença para atuar. Segundo a prefeitura, a operação tem como objetivo combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. — Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir da data do início dessa operação, essas pessoas não procurem ocupar esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público — afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere. Tolerância Zero começa na orla do Rio 1 de 12 A artesã Thais Amém retira o seu material do calçadão de Copacabana, em frente à rua Sá Ferreira, após ordem dos Guardas Municipais — Foto: Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo 2 de 12 Quentinhas foram apreendidas no Leme — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Tolerância zero: Av. Atlântica amanhece com grades na esquina de Hilário de Gouveia — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo 4 de 12 A artesã Thais Amém retira os seu material do calçadão de Copacabana , em frente à rua Sá Ferreira , após ordem dos Guardas Municipais — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo X de 12 Publicidade 5 de 12 Ambulantes fazem manifestação contra o programa Tolerância Zero que a Prefeitura vai fazer na orla — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo. 6 de 12 Camelôs protestam na orla de Copacabana contra o programa Tolerância Zero — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo X de 12 Publicidade 7 de 12 Manifestação de ambulantes contra o programa da prefeitura — Foto: Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo. 8 de 12 Camelôs aproveitam último dia de calçadão — Foto: Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo X de 12 Publicidade 9 de 12 Policiamento reforçado em frente ao Copacabana Palace, onde está marcada manifestação dos ambulantes — Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo 10 de 12 Manifestação de ambulantes contra o programa da prefeitura — Foto: Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo. X de 12 Publicidade 11 de 12 Manifestação. Ambulantes tomam a orla para protestar contra a medida — Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO 12 de 12 Na véspera. Camelôs estendem panos com suas mercadorias no calçadão de Copacabana: fiscalização ostensiva começa hoje — Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO X de 12 Publicidade E o Rotativo Digital? Ao todo, 903 vagas passam a ser geridas pelo modelo digital na região do projeto-piloto. Nos estacionamentos antes aos cuidados de empresas privadas, nos parques dos Patins e do Cantagalo, por exemplo, a diária podia chegar a custar R$ 75. O valor, agora, é de R$ 2 por cada duas horas. O tempo limite de uso é de seis horas: depois disso, é preciso deixar o espaço por pelo menos uma hora. As vagas para motocicletas serão oferecidas de forma gratuita no início da implementação do sistema digital — mas haverá cobrança no futuro. Idosos e pessoas com deficiência também não pagam se pararem nos locais indicados, com a devida identificação, e tampouco precisam abrir o app do Jaé. Caso motociclistas, idosos e PCDs parem em vagas comuns, no entanto, será preciso pagar pelo uso no app Jaé. Já os guardadores — indicados por associações cadastradas no município — recebem remuração de R$ 1,40, pelo serviço de verificação da vaga. Outros R$ 0,22 vão para a associação, e os restantes R$ 0,38, para uma conta da prefeitura. Passo a passo: como usar o Rio Rotativo Digital no Jaé — Foto: Editoria de Arte
Tolerância Zero na orla e estacionamento digital na Lagoa: o grande teste do fim de semana na Zona Sul
Medidas da prefeitura são para aumentar ordenamento e fiscalização sobre a cidade, diz órgão
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