O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cogita incluir uma previsão de aporte nos Correios inferior a R$ 6 bilhões na proposta de Orçamento de 2027. Se confirmado, seria um valor abaixo do exigido em contrato pelos bancos que concederam o empréstimo de R$ 12 bilhões à empresa no fim do ano passado.
O Executivo poderia complementar o valor ao longo de 2027, mediante bloqueio em outras áreas, sem incorrer em quebra de contrato. Mas a ideia enfrenta resistências dentro do próprio governo, justamente por causa da exigência contratual.
Técnicos consideram um erro não incluir a cifra desde já nas previsões orçamentárias, pois seria como subestimar uma despesa da qual o Executivo não poderá fugir. Por outro lado, um valor reduzido livraria o governo de propor agora, em meio à campanha eleitoral, cortes mais drásticos em outras áreas para abrir caminho ao aporte.
Dois integrantes do governo confirmaram à Folha que a discussão sobre o valor existe e a possibilidade de um montante menor está na mesa, mas o martelo ainda não foi batido. Uma definição sobre o tema deve acontecer só no mês que vem, próximo à data de envio do PLOA (projeto de Lei Orçamentária Anual) ao Congresso, até 31 de agosto.






