Centro-direita na economia e centro-esquerda na pauta de costumes é como Simone Tebet, 56, se define dentro do espectro político. Para ela, a defesa das minorias –e a maior participação das mulheres na política– define a democracia e não pode ser seletiva, como faz, em sua opinião, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

"Acho que ela sofreu na própria pele o que pensa a ideologia que ela representa, que é a da extrema direita, que não poupa nenhuma mulher", disse Tebet à Folha, referindo-se a brigas recentes de Michelle com os enteados, em especial o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Pré-candidata ao Senado pelo PSB em São Paulo, Tebet disputará, pela primeira vez, eleições fora do MDB e de Mato Grosso do Sul, onde nasceu. De oposição ao PT do presidente Lula, virou uma de suas principais aliadas após não se eleger presidente em 2022 e se unir à chapa petista para derrotar Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

Foi ministra do Planejamento de Lula até abril deste ano, quando deixou o cargo para concorrer ao Senado paulista a pedido do próprio presidente. A troca de domicílio eleitoral foi justificada porque, há quatro anos, ela recebeu em São Paulo mais de um terço de todos os seus votos à Presidência.