Banco diz que encerramento se deveu a divergências sobre questões econômicas da venda dos ativos em carteira e que agora conduzirá processo por conta própria O Banco de Brasília (BRB) informou nesta sexta-feira (17) que encerrou as negociações com a gestora de recursos Quadra Capital para vender ativos que eram do Banco Master. O encerramento foi devido a divergências sobre questões econômicas da venda dos ativos em carteira. Agora, o BRB vai conduzir esse processo por conta própria. "O BRB informa que as tratativas mantidas com a Quadra Capital para a estruturação de uma operação envolvendo ativos de sua carteira foram encerradas, de forma consensual, após o término do período de negociações previsto entre as partes", diz o comunicado do banco. "A decisão pela descontinuidade das negociações resultou de divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo Banco para a operação", completa a nota. Em abril, o BRB e a gestora haviam fechado a parceria para vender até R$ 15 bilhões em ativos do Master que o banco distrital havia incorporado à sua carteira. O Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central (BC), devido a fraudes relacionadas ao mercado financeiro. Na nota, o BRB diz que vai cuidar diretamente do processo de gestão e recolocação desses ativos no mercado, estratégia que "reforça sua atuação prudente, seu compromisso com a geração de valor e a defesa dos interesses de seus acionistas, clientes e demais públicos de relacionamento". "O Banco segue sólido, com adequada posição de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios. Clientes e mercado podem manter sua confiança na instituição, que permanece focada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança de suas operações e na prestação de serviços com excelência", diz o BRB, em nota. O BRB enfrenta uma crise de capital e de liquidez após ter comprado carteiras fraudulentas do Master. O banco precisa de uma injeção de capital até R$ 8,8 bilhões. Um empréstimo de R$ 6,6 bilhões está sendo negociado com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas ainda não saiu do papel. O banco também não divulgou seu balanço financeiro, que mostrará o tamanho do rombo deixado pelo Master na instituição distrital. Agência do Banco Regional de Brasília (BRB) em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg