Segundo o presidente petista, o momento é de "guerra de narrativas" Lula diz que só falará 'de presidente para presidente', referindo-se ao tarifaço e a Trump — Foto: Domingos Peixoto/Domingos Peixoto O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (17), que o Brasil não tem interesse em fazer guerra com os Estados Unidos, e que o momento é de "guerra de narrativas". Para ele, é hora de mostrar ao mundo "quem está falando a verdade". Em visita ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, Lula reiterou que só falará sobre o tarifaço se o presidente Donald Trump assim o fizer, reforçando o que havia dito em evento mais cedo, na Fundação Oswaldo Cruz. Como no primeiro evento do dia, quando visitou a Fiocruz e uma instalação local para atendimento à saúde da mulher, Lula se dirigiu aos jornalistas e disse que não comentaria a aplicação de tarifas de 25% aos produtos brasileiros. Segundo o presidente, quem falou sobre a taxação, do lado americano, foram pessoas do "segundo escalão" do presidente dos EUA. Assim que Trump se pronunciar, ele disse que falará "de presidente para presidente". Lula disse ainda que os cidadãos do Rio devem eleger alguém "que tenha coragem de fazer a limpeza que o Rio precisa". O presidente afirmou que o governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, na condição de desembargador, está fazendo "um favor" ao Rio, para ver se o Estado "se livra" das milícias "que trazem caos". "O Rio não é lugar de milícias e facções”, disse. Couto, por sua vez, observou que as eleições se aproximam, e que os cidadãos do Rio têm que ter "responsabilidade" ao escolher o que se quer para o país e para a sociedade brasileira. "Procedam o exercício da cidadania com responsabilidade."